Viola Candanga

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Viola Candanga
 
Do meu andaime empoeirado,
                          eu tocador de palminha,
de cururu, de catira,
                          cateretê, recortado,
na minha viola candanga
                          vou cantando, meus compadres.
 
Se é que Brasil vem de brasa
                         e Brasília de Brasil
por que é que nossa Brasília
                         em vez de ser mais de brasa
é mais de pó, pó demais?
 
Vão-se embora, redemoinhos!
                          Pó vermelho: quero paz!
Ou vocês me desafiam?
                          eu sou bom no desafio:
vamos ver quem pode mais!
 
Stella Leonardos, poetisa natural do Rio de Janeiro.
"Poemas para Brasília", de Joanyr de Oliveira.

 


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