TEMPOS DE BRASÍLIA

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TEMPOS DE BRASÍLIA
 
Eis o sertão cerrado,
cerrado mais aberto
em flores de aspereza.
 
Que árvore está florindo?
Cada qual tem seu tempo.
Estação? Quaresmeira.
 
Pelo retrovisor,
uma chuva cinzenta
na moldura do lago.
 
Da celeste aridez,
incide o duro sol
no luminoso ipê.
 
Com puro céu lavado,
o verde está brotando,
louvado seja Deus.
 
Fernando Correia Dias, poeta mineiro, natural de Três Pontas.
"Brasília na Poesia Brasileira", de Joanyr de Oliveira.

 


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