Posts com a Tag ‘Novacap’

02 de dezembro de 1957

Escrito por Brasília Poética em . Postado em O dia-a-dia da Construção Sem Comentários

Abastecimento – A Novacap decide instalar um Centro de Abastecimento em Brasília, constante de um conjunto monumental em que se concentrará todo o comércio atacadista de gêneros alimentícios e de armazéns, silos e e frigoríficos, bem como de um mercado livre, para atender às donas de casa de Brasília, já que a cidade não terá feiras-livres nem mercadinhos. O plano respectivo disciplinará, também, o comércio varejista de gêneros alimentícios, tendo-se em vista a estabilidade dos preços através da abundância de estoques.
(Diário de Brasília)

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02 de dezembro de 1957

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Abastecimento – A Novacap decide instalar um Centro de Abastecimento em Brasília, constante de um conjunto monumental em que se concentrará todo o comércio atacadista de gêneros alimentícios e de armazéns, silos e e frigoríficos, bem como de um mercado livre, para atender às donas de casa de Brasília, já que a cidade não terá feiras-livres nem mercadinhos. O plano respectivo disciplinará, também, o comércio varejista de gêneros alimentícios, tendo-se em vista a estabilidade dos preços através da abundância de estoques.
(Diário de Brasília)

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14 de maio de 1957

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Chega a Belém do Pará o engenheiro Bernardo Sayão, vice-governador de Goiás e diretor da Novacap, que discute com a Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia dois convênios com o objetivo de ligar Brasília a Belém e Brasília a Salvador, via Barreiras, por meio de duas rodovias. Os trabalhos em cooperação com a SPVEA limitar-se-ão à área amazônica; os trechos rodoviários restantes, que vão ter a Brasília, já estão sendo atacados. (Diário de Brasília)

 

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Ocorreu, nesse período, que a publicação do Edital do Concurso do Plano-Piloto provocou enorme interesse entre os arquitetos, engenheiros e urbanistas brasileiros e estes começaram a levantar diversas dúvidas quanto ao sentido exato de alguns itens do Edital. Julgou Israel Pinheiro necessário esclarecer logo os pontos controversos e convocou os interessados a um debate, que foi muito proveitoso, conforme se relata no Capítulo que fala sobre o Concurso.
A melhoria das estradas para Anápolis e Goiânia; a abertura de vias de comunicação entre os futuros canteiros de obras; a instalação de olarias e serrarias para as necessidades iniciais, também foram objeto de decisão naquele final de outubro.
No último dia do mês voltou Israel ao sítio da nova Capital, acompanhado de engenheiros e técnicos da Novacap e diretores de algumas das principais firmas construtoras que iriam participar do empreendimento. Pousaram no campo menor, ao lado da Fazenda do Gama. À margem desse campo a Panair instalara, numa barraca de lona, um serviço de radiotelegrafia, radiofonia e radiofarol, que não só atendia à segurança de vôo, mas às comunicações da Novacap com o Rio, o que fez durante meses, até que fosse criado o serviço próprio da Empresa em 22 de janeiro de 1957.
Essa estação da Panair chegara a Brasília (28-10-56) a bordo de um DC-3 daquela empresa (prefixo PP-PCL) comandado por Paulo Novais de Souza Gomes, que trazia também os técnicos incumbidos de instalar o equipamento. Trabalharam, ativamente, durante os dias 29 e 30 e finalmente no dia 31 a estação transmitiu sua primeira mensagem, exatamente para solicitar à receptora da Panair no Rio que entrasse em contato telefônico com o Palácio do Catete afim de se estabelecer um enlace permanente com Brasília, nos horários que marcassem, informando, para escolha do Catete, as freqüências de que dispunha a nova estação. Nesse mesmo dia, 31 de outubro, visitou Israel Pinheiro a equipe da Panair para estimular aqueles pioneiros. Visitou também quatro acampamentos de barracas de lonas, cedidas pelo Exército, onde se abrigavam já 232 operários.
No dia seguinte, 1º. de novembro, Israel, Niemeyer e o Engenheiro Marco Paulo Rabelo, escolheram os locais exatos para edificar o Palácio Residencial (mais tarde chamado de Alvorada), o Hotel de Turismo (que viria a receber o nome de Brasília Pálace Hotel) e aproveitaram para confirmar a localização do futuro aeroporto, definido anteriormente pelo Ministério da Aeronáutica.
Ocorreu nesse 1º. de novembro um fato que merece registro: mais de 300 pessoas, vindas de Minas, Goiás e Bahia, visitaram a área da futura Capital, algumas buscando emprego, a maioria por curiosidade.
Nos dias 2 e 3 outras providências foram tomadas: a escolha do local em que se ergueriam o edifício provisório da Administração
da Companhia e o acampamento da Novacap; a limpeza das áreas das primeiras construções; a abertura de estradas de serviço.
Em Luziânia já funcionava pequeno escritório da Novacap. Israel obtiver, também, a cessão de locais, em Anápolis, para armazenamento dos materiais que começariam a chegar pela Estrada de Ferro de Goiás.
 
L.Fernando Tamanini
Reproduzido de "Brasília: Memória da Construção"

 

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01 de novembro de 1956

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O presidente da Novacap, Israel Pinheiro, e Oscar Niemeyer estudam os locais para construção dos primeiros prédios: o Palácio Residencial (Alvorada) e o Hotel (Palace);
Nesta data, haviam 232 operários em toda a área onde Brasília seria construída. A construção do Catetinho está praticamente concluída. Um pequeno oásis no meio do cerradão. Um orgulho. Os engenheiros e operários comemoram com churrasco, costume que depois vai se incorporar aos hábitos dos brasilienses. O Catetinho, um palácio tosco em forma retangular, de tábuas, sustentado por grossos troncos de madeira de lei. Ainda não haviam tijolos nem pedras no local. Já dispunha de água corrente, luz elétrica, mobiliário rústico no térreo, cozinha e sala de jantar. No primeiro piso, sala, quartos, banheiros e ampla varanda.

 

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Segunda-feira, 11 de abril de 1960

Escrito por mariana em . Postado em Linha do Tempo Sem Comentários

Transporte de funcionários – De acordo com o que foi estabelecido entre a empresa transportadora de pessoal civil por terra e o Setor de Transportes do Grupo de Trabalho de Brasília, a ida de pessoal federal por ônibus será feita, até o fim do corrente ano, sempre às segundas-feiras, em número de unidades que se fizerem necessárias, dada a escala de partida do funcionalismo. Acreditam os elementos do GT de Brasília e o diretor-presidente da empresa transportadora que a média semanal será de sessenta e nove funcionários. Procurando dar ao pessoal o máximo de conforto, a empresa colocará mo circuito seus ônibus especiais, com bares e toilettes, poltronas reclináveis e privativas. Uma unidade de transporte deste tipo ficará em exposição por mais alguns dias no pátio do Ministério da Educação e da Cultura, de acordo com as informações recebidas pela reportagem. Nessas viagens, os funcionários verão três metas do Governo: Brasília, a indústria automobilística e as modernas ferrovias. Dado o conforto que os ônibus oferecem, os responsáveis pelo GT disseram à imprensa que o interesse de utilizá-los na transferência para o Planalto Central aumentou muito na última semana, crescendo o número de candidatos.

Festa de inauguração – Elementos da NOVACAP informam que não faltarão acomodações em Brasília para aqueles que a visitarem durante as festividades de inauguração. Com essa finalidade, aquela Companhia providenciou junto à Caixa Econômica e a uma construtora as casas necessárias para abrigar os visitantes, adaptando-as de modo a poderem acomodar um número considerável de pessoas. As 40 residências já preparadas, que passaram a ser denominadas “casas de hóspedes” – proporcionando hospedagem gratuita a 650 pessoas.

Ajardinamento – O trabalho de preparação do tapete verde de Brasília já está bastante adiantado. A plantação de grama cobre, até o momento, uma área de cerca de um milhão de quadrados, a maior parte da qual compreendida na zona habitada, cujo plantio deverá estar concluído na data da inauguração da nova Capital. Nas demais zonas, a tarefa será realizada após as festividades.

Abastecimento – A imprensa assinala que não constituirá problema o abastecimento de Brasília em 21 de abril corrente. O comércio varejista preparou-se convenientemente para fazer face ao aumento da procura, podendo já agora observar-se uma fartura extraordinária dos mais variados produtos alimentícios, particularmente de ovos, verduras, legumes, arroz, feijão, farinha, açúcar e café. O leite sobra nos entrepostos e a carne é encontrada em quantidades consideráveis no mercado. Dezenas de caminhões procedentes do interior goiano e de outros Estados chegam diariamente aBrasília trazendo carregamento de gêneros, inclusive de frutas e produtos de horticultura. Por sua vez, as granjas-modelo da nova Capital oferecerão valiosa contribuição, através de seus postos de venda.

Caneta simbólica – O Presidente Juscelino Kubitschek recebe, no Palácio das Laranjeiras, o Senhor José Aquino Porto, Presidente da Associação Comercial de Goiás, e o Senhor Lídio Lunardi, Presidente da Confederação Nacional da Indústria, que, em nome das classes produtoras, lhe ofertam a caneta com que será assinado o primeiro ato oficial na nova Capital. O Presidente acolhe esse gesto com o maior interesse, comprometendo-se a fazer a assinatura do primeiro ato que marcará sua presença na nova Capital do país com aquela dádiva. A caneta terá uma incrustação em esmeralda simbolizando a epopéia dos bandeirantes e, também, a condição de médico do Presidente Juscelino Kubitschek.

Câmara Municipal do Rio de Janeiro – Ao ser homenageado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que lhe concede o título de Cidadão Benemérito, conferindo igual honraria à Senhora Sarah Kubitschek, o Presidente Juscelino Kubitschek profere discurso de agradecimento, em que assinala numerosos pontos ligados à mudança da Capital a serem efetuadas no Rio de Janeiro.

Supremo Tribunal Federal – Os Ministros Barros Barreto, Presidente, e Nelson Hungria e Afrânio Costa, membros do Supremo Tribunal Federal, chegam a Brasília, para uma visita de inspeção às obras do Palácio da Justiça, cujas instalações devem estar concluídas até o próximo dia 21, data da mudança da capital. Os magistrados viajam em avião especial e são recebidos no aeroporto pelo Senhor Filinto Maia, Diretor Executivo do Grupo de Trabalho de Brasília. Na visita às obras, os Ministros são também acompanhados pelo Sr. Filinto Maia, que lhes presta todas as informações sobre o andamento dos trabalhos.

Leilão de lotes – No leilão de lotes comerciais-residenciais realizado em Brasília, o segundo promovido pela NOVACAP, 32 lotes leiloados renderam 94 milhões de cruzeiros, sendo a média de venda de 2 milhões e 950 mil cruzeiros por lote de 5 metros de frente por 40 de fundos. Lotes que há um ano eram vendidos a 250 mil cruzeiros foram arrematados, no leilão de agora, por somas superiores a3 milhões de cruzeiros, o que dá a medida exata do interesse que Brasília está despertando em todo o país, pois numerosos compradores vieram especialmente para esse leilão de todos os quadrantes do território nacional, sobretudo do Rio de Janeiro e de São Paulo. Agora, a NOVACAP está estudando o lançamento dos 700 lotes comerciais-residenciais na zona norte do Plano Piloto, ou, como se diz popularmente, dos lotes da asa norte do gigantesco avião que o traçado do urbanista Lúcio Costa sugere ao observador. Todos esses lotes serão vendidos em leilão – novo método adotado pela NOVACAP no sentido de evitar a intervenção de elementos especuladores na venda das terras de Brasília. A renda total dos lotes do Plano-Piloto está calculada em cerca de 30 bilhões de cruzeiros, enquanto o custo total das obras da cidade deverá oscilar entre 17 e 18 bilhões de cruzeiros, fato que confirma a assertiva de que Brasília é uma obra autofinanciável, que nada custará ao Governo da União.

 

Na imagem, funcionários da Companhia Urbanizadora do Distrito Federal (Novacap) em abril de 1960. A essa altura, Brasília já contava com abastecimento farto e comércio pulsante, preparando-se para receber os funcionários públicos que viriam transferidos do Rio de Janeiro para a nova sede política do país (Foto: Arquivo Público do DF)

 

 

Brasília, 4 de fevereiro de 1960

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Deputado Emival Caiado – O deputado Emival Caiado, presidente do Bloco Parlamentar Mudancista, concede entrevista à Agencia Nacional, afirmando:
– A construção da nova Capital e a transferência dos Poderes da República são fatos consumados e não cabe, a esta altura, discutir se a mudança se fará, mas tratar-se de efetivá-la, uma vez que já existem condições para isso. Meu projeto de fixação da data decorreu, não de deliberação precipitada, mas de exame acurado e planificação minuciosa.
O que a Novacap, visando a alcançar as condições mínimas imprescindíveis para a mudança, estará realizado, sem dúvida alguma, a 21 de abril.
Esclarece o deputado Emival Caiado, ainda, que promoveu uma reunião do Bloco Parlamentar Mudancista para o estudo de questões ligadas à transferência, tendo o grupo, depois de amplos debates, deliberado oferecer total apoio às medidas assentadas pela mesa da Câmara para a mudança desta, procurando mesmo estimulá-la na intensificação dos trabalhos até 21 de abril.
– Com essa finalidade – acrescenta – a presidência do Bloco Parlamentar Mudancista pensa em acompanhar de perto as atividades dos diferentes setores encarregados da mudança, tendo sempre presente a necessidade de se dar a tal orientação um tratamento político de alto teor, condizente com o espírito patriótico da empresa.
Finaliza sua entrevista o deputado Emival Caiado declarando que, “para dissipar qualquer dúvida na opinião pública”, o Bloco Parlamentar Mudancista resolveu proclamar ao País que serão inúteis todas as impatrióticas tentativas de adiamento de transferência da Capital Federal para o Planalto Central.

Caravana de Integração Nacional – Em entrevista de imprensa, o Major Edson Perpétuo, coordenador da Caravana, manifesta sua satisfação pela precisão cronométrica com que foram executados os planos, lembrando que a Coluna Leste se atrasou em sua chegada à Brasília apensa sete minutos: prevista para às 12 h do dia 1º de fevereiro, sua entrada na nova Capital ocorreu às 12 h e 7 m.
Revela também que, por toda a parte recebeu a Coluna Leste homenagens, não só de autoridades como de pessoas do povo. Em Cristalândia, pequena cidade do interior de Goiás, por exemplo, a população, tendo à frente o prefeito, abriu as portas de suas residências aos integrantes da Caravana. Ali, lhe foi feita uma intimação, pelo prefeito: este desejava receber, oficialmente um relatório de toda a jornada, para ser incluído na história da localidade.
Revela finalmente o Major Edson Perpétuo que vai reunir esforços, novamente, desta feita para organizar a Caravana de Integração do Nordeste. Esta, constituída por uma coluna-monstro, deverá partir de Fortaleza e atingir Brasília.
Interessante depoimento é feito, também, pelo Coronel Aviador Lino Teixeira, que comandou a Coluna Norte, à qual coube realizar o percurso Belém-Brasília, através da Rodovia Bernardo Sayão. A viagem dessa coluna durou sete dias, incluindo a estada em Goiânia, onde foram prestadas grandes homenagens à caravana. O deslocamento se fez igualmente com absoluto êxito.
– Para que se avalie a excelente condição da Rodovia Bernardo Sayão – declara aquele militar – basta dizer-se que, durante toda a viagem, não ocorreu um só acidente com veículo. Nem mesmo um pneumático furado, o que é digno de nota. Um eloqüente atestado de ação governamental nestes quatro anos e um magnífico teste para a nossa indústria automobilística.
Encerrando seu depoimento, diz o Coronel Lino Teixeira que no domingo, dia 24 de janeiro, a meio percurso da Coluna Norte, foi celebrada Missa, pelo Bispo de Bragança, no local em que perdeu a vida o engenheiro Bernardo Sayão, um dos pioneiros da abertura da rodovia Belém-Brasília.

Abastecimento – Anuncia-se que, a fim de fazer face ao aumento de população que se verificará em Brasília com a transferência da Capital, estão sendo intensificados os trabalhos agrícolas que vem sendo levados a efeito pelo Ministério da Agricultura e pela Novacap, através de convênios, na área do futuro Distrito Federal, superior a 5 mil quilômetros quadrados.
Em sua recente visita a Brasília, o Ministro Mário Meneguetti examinou vários problemas e assentou providências para a sua solução, trocando idéias com o Sr. Israel Pinheiro e com os representantes do seu Ministério.
Desde logo, ficou decidida a imediata ampliação dos convênios, de forma a se emprestar maior vulto à produção vegetal e animal. Deverá ser construído pelo Ministério da Agricultura um conjunto de armazéns e silos no grande Centro de Abastecimento, onde vem a Novacap de autorizar a construção de um moinho de trigo, com a capacidade diária de 100 toneladas.
Dos entendimentos havidos, ficou assentada ainda a vinda de outros técnicos do Ministério da Agricultura para pesquisas agronômicas, e se acordou a entrega ao Ministério de uma área rural de 12 mil hectares para instalação de serviços técnicos.
Será em breve inaugurado o primeiro supermercado construído pela Novacap, enquanto se iniciam as obras do segundo e as de uma usina de pasteurização.

Fazenda-Escola – Uma Fazenda-Escola, cuja base é constituída pelo antigo Posto de Criação e Monta, que há mais de cinco anos é mantido pela Inspetoria de Fomento Animal de Goiânia, está em organização por técnicos do Ministério da Agricultura, para desenvolvimento da pecuária nesta região. A Fazenda-Escola ocupa uma área de 430 ha
a ser ampliada para 1.660 hectares e dista 26 quilômetros do perímetro urbano de Brasília, cabendo-lhe estimular as atividades até então a cargo do Posto, cuja eficiência deixava a desejar diante da falta de recursos, de pessoal e equipamento com que lutava.
Com a construção de Brasília, foi reconhecida a necessidade de desenvolver aqueles trabalhos pioneiros e, para esse fim, estabeleceu-se o Projeto 44 firmado pelo Ministério da Agricultura, Novacap e o ETA, cujo programa teve inicio em agosto de 1958. Mais de 23 milhões de cruzeiros e 12.500 dólares foram aplicados nos trabalhos de campo, de construções e de assistência aos criadores locais. A Fazenda-Escola possui 315 hectares preparados (destocados), dos quais 290 plantados. Conta com nove veículos, 5 tratores, e 13 reprodutores machos de raças européias e deverá receber brevemente 50 vacas para revenda. Dez prédios modestos foram construídos, inclusive um laboratório veterinário para inseminação artificial, inaugurado há dias. Um apiário, com 15 núcleos iniciais, está sendo formado. Também funcionará ali um Posto de Demonstração Avícola, mediante contrato com o Projeto ETA-42.
A Fazenda está preparada para atender a todos os pedidos de mudas e sementes de forrageiras para a formação de pastagens. O seu campo experimental possui mais de 100 variedades de forrageiras, oriundas das mais diferentes regiões do País. No ano passado forneceu aos interessados 120 mil mudas de capim Guatemala, 40 mil de aipim e 20 mil estacas de cana forrageiras, além de algumas dezenas de sacos de semente de capim gordura e de outras forrageiras, inclusive leguminosas, para multiplicação em granjas da Novacap e particulares. A sua patrulha mecanizada começou a funcionar em dezembro de já preparou mais de 100 hectares para formação de pastagens em propriedades de criadores locais. Pretende utilizar em larga escala a inseminação artificial e 30 filhos de reprodutores da Fazenda vem sendo criados em diversas propriedades para melhoramento dos rebanhos.

Coluna Norte da Caravana de Integração – A Coluna, no rumo do Rio de Janeiro, chega à capital mineira.


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