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APONTAMENTOS PARA UMA POÉTICA CANDANGA

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APONTAMENTOS PARA UMA POÉTICA CANDANGA

Esqueça o adjetivo brasiliense.
É algo mais inventado que a própria cidade.
Não considere nada que seja mais
artificial que Brasília. É parte do inexistente.

O céu em Brasília: o Corcovado no Rio.
O concreto de Brasília: o ferro de Itabira.

O avião não decola em seu próprio céu.
Tesourinhas: uma ideia, uma estética
apoética.

Bebe Behr. Planta Marx. Pensa nos ladrilhos de Bulcão,
somente então, rima. O apostolado de Athos.
Niemeyer não morreu.

(entrequadras nas entrelinhas)

Brasília só é possível de óculos escuros.
O branco ofuscante, o fogo invernal.

Há de se tomar cuidado com o nome
Brasília. É traiçoeiro: Sugere
coisas demais, a rima tosca, a ilha,
a agudeza de um acento, o feminino de um país.
Brasília é um homem que trocou de sexo.
Sem gênero, sui generis.

Post poeta Matheus Gregório Vinhal e Silva
Poema transcrito da coletânea “Concurso Nacional de Poesias”

 

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MAQUINÁRIA

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MAQUINÁRIA
Por W. Hermuche

a maquinaria que fala / o caminho silencioso sobre o concreto / corpus nus sobre o metal / a imagem em fuga nos labirintos / na distância / o distante / ali nada aconteceu, nada acontece / ali tudo somente existe / as distâncias entre as areias dos desertos / o barulho das avenidas e o desespero das caminhadas sem fim / matéria manifestada / efêmera / como luz néon refletida nos automóveis em movimento / referencias a energia, a vibração do universo / olhos que não querem identificar as formas / as manchas… não importa estarem organizadas / interno / ouço seu zumbido / excita-me sua magnética / sua magnética / sua magnética / uma mancha branca / um enorme espaço de luz / uma mancha vermelha ferrugem / marcada, disforme / violenta e visceralmente impressa no local / no espaço, o cosmos / o sol / bilhões de seres vivos / corpos em movimento / espectros / a musicalidade contemporânea / tecnologia / violência / e silêncio…/ bras-ilha / a linha do horizonte / os perfis de concreto / o céu apocalíptico / vídeo mass / matemática e perfis / espaço? / céu negro e nuvens que vejo somente quando ao longe os relâmpagos brilham dentro / anos de solidão / o total isolamento nesta cidade / os sutis traços do oriente / a efemeridade da matéria / a incorporação do espírito bélico / dois corpos em uma paisagem imaginária / o ser ideal e uma obscura expressão / amor sol e sangue / o cotidiano com o poder / o convívio / o hipercontrole / os anos negros / a tortura / o desgoverno / a inconsciência / universos paralelos / os desejos / o vazio / os amantes através das janelas lançados ao céu / a decoração interior / os cartazes futuristas / os jornais contemporâneos / a sociedade urbana / a imagem de um homem que olha a limpa esfera celeste sobre o cerrado silencioso / como se o universo fosse num instante expressar um sinal / uma palavra que acalmasse a sua obsessão / uma resposta à sua busca de transcendência / na cidade labirinto a população apartamentalizada / resignada e… feliz? / flashes de uma classe viciada em modismos teleguiados / flashes da juventude educada com estereótipos de modernidade e liberdade / entre os paradoxos de uma educação consumista e competitiva contrapondo-se a princípios de solidariedade, direitos humanos, consciência planetária. / no céu / os arquétipos universais / a câmera estática / a criança que brinca amarrando cordas nas arvores / a cigarra que se desprende / o casal ama-se na cama / ícones / o amor / a sorte / os odores / os toques / os sexos com a amada / os orgasmos magníficos / submersos em suas paixões, seus dramas pessoais / buscando e vivendo a comunhão de seus egos, suas almas / distante, o ônibus que passa / no último banco do taguatinga via carrefour / a doméstica se delicia com o beijo do recruta verde-amarelo / delira? / seu ventre vibra excitado / subúrbio / o barraco suburbano / a mãe / o banho da criança na bacia / um calendário ao ventre / um operário que acorda / ao trabalho / a construção civil / ao longe no horizonte, as luzes periféricas / o entorno brasiliensis / flashes da população corrompida e oprimida pela injustiça social / o espectro da multidão inquieta, faminta / bomba relógio de uma revolta invasora / nos seus “lares”, nos milhões de televisores / carne, caos, carne, caos, carne, caos, carne, caos / o superlativo da escatologia / teleguiados telespectadores / escravos trabalhadores e consumidores de toda sorte de imitações e falsificações / a massa sapiens ? / futuro homo poiesis ? / nos jovens e nas jovens, perspectivas escassas e último apego a auto estima / projetos de super-heróis armados para o crime ? / projetos de super-modelos decaídas na prostituição ? / flashes da classe assim chamada “elite” ocupada com suas liturgias auto referentes / suas bijuterias conceituais / obsecada com notoriedade e enriquecimento rápido / flashes de uma geração shopping center vivendo uma ainda possível Olimpo tupiniquim ? / flashes de uma classe de ainda idealista, sem a qual as referencias estariam perdidas e a realidade ainda cruel / …….silêncio……. / o formato dos pés do macaco / o macaco sapiens / todas as crianças do mundo / um coração que pulsa / outro dentro / pulsa / e mais outro / uma cidade que pulsa / universocidade / os fantasmas da guerra / da fome / das dores / aqui e por todos os lugares / os marionetes sapiens / o poder internacional / a semente da discórdia / os senhores das guerras e as grandes solenidades / o poder / operários / tecnocratas / a complexidade do sistema / a monumentalidade e o autoritarismo / flashes dos labirintos burocráticos e os anônimos exercendo seus efêmeros poderes / o senso e o dissenso / na paisagem, a cidade vazia / uma sucursal da tv / o sino da igreja / o trovão, o raio / os incógnitos perambulando pelos gramados noturnos / as caixas de dormir / o poder que dorme ao lado / as milhares personas teleguiadas / ideobrasília / apocalipse / interior de alto oficial / eletronic / imagens difusas / a população em movimento / as repartições públicas / todas as bandeiras / os desfiles militares / elegância! / o discurso político / um táxi! / um grita: vote em mim! / outros jogam xadrez / logo os tanques invadem as ruas / aviões bombardeiam / gritos: são do inimigo!!! / mas, qual??? / bandeiras tremulam / corte / kkkaaaaaaaaaaaabbbbbbbbbbbbuuuuuuummmmmmmmmmmm!!!! / enfim uma bomba psiconeutron-positrônica / quase tudo pelos ares / LON…..GO……SI…………LÊN…………CIO………../ um ator desvela uma grande cortina estampada com as faces sorridentes de crianças de várias etnias / tudo muda / o sol brilha / futuro / o perfume das flores / liberdade / operários voltam ao trabalho / todos cantam / reina a felicidade / todos se amam / a utopia da sociedade perfeita / os anseios, as fantasias impressas nas paredes de seus dormitórios / é noite / homens tocam violino e tablas na rua / no beco, uma cerca de construção / a bailarina / a bela morena / um dragão, um embrião pulsante / a flor e o sexo / a sensualidade e o fogo / operários assistem usando capacetes e luvas / o céu onipotente / distante dali / os laboratórios de biologia / as colônias in vitro / os muros discriminadores / as passagens reconciliadoras / a eterna volta a um lugar seguro / é noite em bras-ilha / vídeo city / poder / arte / poesia / amor/ ideal / futuro / trabalho / cor / luz / movimentos / sonsss / no alto dos edifícios / os multicoloridos letreiros de neon anunciam / compre / lute / sexo / amor / poder / dor / prazer / paz / dinheiro / eu! / você! / siga / as profundezas de nossos abismos / num vórtice, todas as situações e pessoas do mundo / pássaros noturnos / um indivíduo entre a ioga e a droga / a busca do êxtase numa cidade vazia / vazia vazia / v a z i a / no horizonte um convite eterno para a fuga / a consciência de que nada levará consigo / apenas o vácuo, a rarefação e a ansiedade / barulho de máquinas / pedestres transitando / automóveis / trabalho / morte / vida / dor / o exército está nas ruas / eu estou aqui / cidadão x / algemado à alavan
ca de câmbio deste automóvel / meu membro ereto brilha / como arma polida que subjuga vontades / é noite / vago pela cidade / refletida no asfalto molhado… de sangue / ao chegar no apartamento / minha amada dormia / os objetos metálicos reluzem em pontos de luz / a tv chuviscava eletrizando o ambiente / era silêncio, e sua pele pálida aparecia em contraste / a perspectiva negra e pontilhada roubava minha atenção que ia ao infinito / era silêncio e eu tinha queria, veria aquela manifestação realmente? / o a criara? / longe um animal grunhiu, bem longe / a cidade não o ouviu / ondas atravessam todas as paredes e com inexplicável poder dirigem todos cidadãos / que respondem em eternos sons guturais: eu quero! / eu quero! / e eu estou aqui / nesta janela de apartamento / SQN 304 / uma música carrega-me dentro / um som alimenta-me a certeza / massa bruta / carne exposta / urbs / milhares de botões / milhares de sinais / fantasia / eu digo: eu estou aqui / minha pele é viva / eu a toco e tenho prazer / minha vontade me leva sempre / minha pela está viva / minha carne crua e quente / que será do amanhã? / a eterna vigília / o eterno despedir-se da vida material / do zumbido magnético do cerrado / da luz horizontal do sol poente/ da cidade invenção onde todos transitam em seus automóveis polidos / resignadamente controlados pelos milhares de olhos eletrônicos / na “polis idealis” está tudo aparentemente correto e em seu devido lugar………………………………………….o olho da Arte vê através de mim.


“MAQUINÁRIA, cenas de um roteiro fílmico”, por W. Hermuche.
Texto transcrito de “ABSTRATA BRASÍLIA CONCRETA”, de W.Hermuche.

 

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A Catedral

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A Catedral:
 
Por hora
nada mais é que uma estrutura:
vigas monstruosas tecem o espaço.
Se cavará no chão sob as raízes
uma redonda catacumba de fiéis
submergidos em seus véus e negros crepes.
Aqui se deporá a alma forrada em moedas
e misérias, e o homem
escorrerá nestes pilares seus pecados
ouvindo a voz doirada em finos mantos
que toca em sua língua um disco branco
gravado de infortúnios e promessas.
E, então, isto será um feixe de trigo em campo verde
acinturando almas sob o altar.
Mas chamam-na desde agora catedral,
quando é um feixe de pecados rubros no planalto
que nenhuma tempestade lavará.
Em verdade, esses cimentados ferros
guardam segredos concretos
erguidos sobre o espesso sangue do operário
na entressafra imobiliária;
e a lua que passeia branca
nem sempre é uma hóstia: ela escuta
que há bocas secas e ranger de dentes
e afia nas fornalhas do crepúsculo
                                                      – um largo alfanje.
 
Affonso Romano de Sant’Anna, poeta mineiro, natural de Belo Horizonte.
Poema transcrito da antologia “Poemas para Brasília”, de Joanyr de Oliveira

 

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Subversiva

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Subversiva
 
A poesia
quando chega
                     não respeita nada.
Nem pai nem mãe.
                             Quando ela chega
de qualquer de seus abismos
desconhece o Estado e a Sociedade Civil
infringe o Código de Águas
                                      relincha
como puta
nova
em frente ao Palácio da Alvorada
 
E só depois
reconsidera: beija
                     nos olhos os que ganham mal
                     embala no colo
                     os que têm sede de felicidade
                     e de justiça
 
E promete incendiar o país
 
Ferreira Gullar, poeta maranhense.
Poema transcrito da seção “Tantas Palavras”, Correio Braziliense, 8/6/2010.

 

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SONETO DA CIDADE SUBTERRÂNEA

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SONETO DA CIDADE SUBTERRÂNEA
 
Infensa a essa Brasília que se ufana
existe outra cidade, dissidente,
intensa, visceral, profunda, humana,
imensa, seminal, gentil, decente.
 
Ao pé dos monumentos, sob a grama,
lateja a outra cidade, descendente
de um movimento antigo, sem programa,
de universalidade transcendente,
 
que essa gente comum, sempre espontânea,
era após era, conduz e sustenta.
Avesso à cupidez contemporânea,
 
prefiro a lucidez que nada ostenta:
saúdo esta Brasília subterrânea,
com milhares de anos (não cinqüenta).
 
Wilson Roberto Theodoro
Poema indicado para Menção Honrosa
Concurso Nacional de Poesia “Brasília: 50 anos”  

 

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Ode a Brasília

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Ode a Brasília

“Era um rabisco e pulsava”
Carlos Drummond

Era só um rabisco no ermo que atordoa os poetas
Um sopro ponteando o nada
ao mais concreto do lugar nenhum.
Um verso solto que de tão plano,
devia só ter a altura de um horizonte embaçado.
Desses que só os olhos desertos de utopia
são capazes de umedecer.
Pura cicatriz em nanquim, regada a lápis de cor.
Depois vieram os retoques, as curvas
arquitetadas com inspiração dos céus.
Esperamos os quase mil dias de tua gestação,
para te ver nascer poesia concreta,
além dos números, suspensa
na alvorada que toca Deus e o chão.
Abençoada pelas mãos de Drummond
Estampada nos vãos, na urbana legião de amores,
Ideologias, praças e poderes.
“Teus endereços sem alma”
fingem a igualdade que só se conhece
com o sabor do humano que te inventa.
Mimeografei o futuro na geração
que poemou farinha com iogurte.
Aprendi teus sotaques e o candango
jeito de proverbiar-te simples como o povo.
Só para cantar teu contorno nave
Só para abençoar teu corpo pássaro
que agora prepara as asas para o grande vôo
que pressente a história.

Éder Rodrigues, poeta de Belo Horizonte.
Poema vencedor (1º lugar) do Concurso Nacional de Poesia “Brasília: 50 anos”



Lívido concreto

A casca dentro da casca
Sobrepuja a pus do cerrado
O líquido da ferida
Alimenta a língua dos insetos
E flamba o ar com gotas de estuário

A casca dentro da casca
Punge os olhos do concreto
Desova preto e branco, pedra cor de cinza
Sobre um sabor futurista com um grifo

As cascas dentro da casca
Adormecem com chás de concretos
A goma do fruto penetra na partitura das árvores
Para a transfiguração do arquiteto

A casca dentro do ventre
Situada no meio da entranha mitológica
Apresenta pedras expostas no cerrado
Onde respiram idéias de vida seca pelo avesso

A casca dentro do dentro ensaia canções fáusticas
Adubando o fruto da terra a palavra lambe o feltro
E as folhas arrancam forças
Para a beleza polimorfica do cerrado
Nas vésperas do amorfo

A casca dentro da boca
Mastiga a palavra Brasília
Com gosto de pedra, pedrada,
Pedrapomes, pedraria, pedrasabão,
Pedregoso, pedregulho,
Pedreira, pedreiro, pedentro

Levo a língua quando engulo Brasília
E sobressaio em sonhos de traços pomo.

Paulo Henrique Costa Longuinho
Poema classificado em 2º lugar no Concurso Nacional de Poesia “Brasília: 50 anos”



Candanga
para Paulo Bertran

Candanga, a alma leve dos cerrados,
a moça e seus cabelos, nos longes de Goiás.
Candangos nós, teus filhos de adoção.
Candangos nossos filhos,
nascidos do teu chão.

A mão que te acenou de tão distante
foi quem prometeu que te faria.
Trocou o talvez por neste instante,
e a cidade assim se fez.

Candangos Vladimir, Bertran, Oscar, Sayão.
Candangos Lúcio, Vera, Nicolas, Bulcão
Candangos Teodoro, Cássia, Renato, Catalão.

Misteriosos como os campos de cerrados
de longe, apenas troncos retorcidos
de perto, segredos revelados:

água de mina, raízes, folhas, flores
beleza pura que explode por detrás
dos detalhes escondidos na aridez
da vastidão dos campos de Goiás.

Paulo José Cunha
Poema classificado em 3º lugar no Concurso Nacional de Poesia “Brasília: 50 anos”

mp3 file

“>> Clique aqui para ouvir a cobertura feita pela Rádio Nacional (FM)

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SAVANA APAIXONADA

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SAVANA APAIXONADA

Longe do céu,
sem meus galhos retorcidos
de savana apaixonada,
sou uma árvore desolada.
Deste solo que alimenta
perdi minha morada.
Dos meus galhos retorcidos
de savana apaixonada,
onde o sabiá fazia morada
não restou nada.
Quando a chuva aqui cessou,
uma sede sem piedade
varreu minha morada.
Não canta mais aqui
nem um pobre bem-te-vi.
Hoje cedo, bem cedinho,
deixou a vida um passarinho.
João-de-Barro consternado
bateu asas sem destino,
pois seu filho pequenino
um infante, João menino,
hoje cedo, bem cedinho,
de fome, morreu no ninho.
E eu, triste, abandonado,
sou um cerrado desolado,
não vejo mais um ramo novo,
não vejo flores, não vejo nada.
Longe do céu, sem meus galhos
retorcidos de savana apaixonada,
sou uma árvore desolada.

Lurdiana Araújo, poetisa tocantinense, nasceu em Filadélfia.

 

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Mirante

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Mirante
 
Nas asas do plano
o vôo do planalto
centralizado nas mãos
de quem olha e aos poucos
percebe que só vê
o mais que nada
dos três poderes
então num repente ícone
choro de pena
por saber que tantas luzes
não iluminam esta escuridão.
 
Anand Rao, poeta pernambucano, nasceu em Recife.
"Poesia de Brasília", de Joanyr de Oliveira.

 

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