Posts com a Tag ‘Asas’

BRASÍLIA

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BRASÍLIA
Brasília é minha filha,
Minha menina sem juízo.
Sonhou tão alto
Que criou asas
Pra me ensinar a voar,
Sair dos eixos,
Imaginar esquinas, sobrevoar monumentos,
Com liberdade de meninos,
Colorir o firmamento.
Na Catedral tocar os sinos
Na hora da Ave Maria
E depois sair correndo
Para assistir o fim do dia
Pousar nos meus olhos
E derramar toda a poesia
No Lago Paranoá.
 
Dina Brandão, poeta brasiliense.
Poema transcrito do livro “Do amor e seus descabelos”

 

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Asas

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Asas

Brasília:
o chão a refletir o sol a clarear o céu
Esse vazio me enche.
 
Brasília:
o céu a refletir o chão a clarear o sol
Esse vazio me prende.
 
Brasília:
o sol a refletir o céu a clarear o chão
Esse vazio de chão.
 
Brasília:
o chão, o sol, o céu…
Esse vazio na gente.
 
Brasília:
por entre as quadras do grande pássaro
pulsam-me asas
Asas.
 
Sids Oliveira, poeta brasiliense
Poema transcrito do livro “Fincapé”, Coletivo de Poetas, Thesaurus Editora

 

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Cidade Brasília

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Cidade Brasília
A cidade corre
louca emotiva
nas asas do avião
 
As pessoas andam
desatentas
aos prédios da solidão
 
Os edifícios néons
neoletreiros
das imagens de televisão
 
A cidade futurista
fruto guerreiro
aos dramas da União
 
Os pássaros
deltas estrelas
no céu anil
 
A cidade cinza
transmuta
na verde cidade
 
A cidade
Brasília
 
Jorge Amâncio , poeta e escritor
Poema transcrito do livro “Fincapé”, Coletivo de Poetas – Thesaurus Editora

 

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Geraldo Pinto Rodrigues

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Geraldo Pinto Rodrigues visitou os canteiros de obras da então futura Capital em 1957. As grandes asas em que a cidade se equilibra eram ainda um projeto. Naquele tempo, o pó vermelho se erguia do chão rasgado pelas máquinas e bem alto se levantava, no vento, nos rodamoinhos.
G.P.R. consignou-o com destaque, a enfatizar em um de seus versos: “E pó, e pó, e pó…” Não podia manter-se indiferente ao “Sol de clarabóia”, e, como outros autores, observou: “Os ossos sob a canícula/ardem no desconforto da carne ressequida”. Apresenta seu preito a “estes peões candangos de sete fôlegos,/a cada sete dias renascidos”. E conclui enfático: “E aqui se planta uma cidade./E uma esperança”.
Transcrito de “Esses poetas, esses poemas”, da antologia “Poemas para Brasília”, de Joanyr de Oliveira.

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POEMA DA MATURIDADE

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POEMA DA MATURIDADE
(No cinquentenário da Capital)
 
Brasília abre as asas

sob o céu,
na imensidão do espaço
sobre nós.
 
Brasília tece uma canção
de amor,
na gradação do azul
de nossa voz.
 
Há nessa geometria
de acalantos
pequenos sons e arpejos
simultâneos…
 
Há vida após a vida
em cada traço,
no refazer do sonho
que sonhamos.

Post de João Carlos Taveira, poeta mineiro, natural de Caratinga
(Este poema foi musicado pelo maestro Jorge Antunes e faz parte da Sinfonia dos dez mil, composta por ele.)

 

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As asas

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As asas
 
As asas
pedindo ao seu vôo
a certeza desta tarde.
As asas.
 
Um nome leve um livre
lance de amor.
As asas.
A turva certeza
desta paz no espaço.
 
As asas.
A aprovação da morte.
A lápide do céu.
O mármore da tarde.
O vento alto nos eucaliptos fúnebres.
 
H. Dobal, poeta piauiense, natural de Teresina.

 

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cena brasiliense

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cena brasiliense

1970.

a pista enluarada e plana era o eixinho
em seus aclives e declives imperceptíveis
ao olho humano entre as asas
sul e norte de brasília.
a velocidade ali um convite
a quilômetros deslizantes.

súbito ela dispara para! para! para! para!
ele assustado o que houve?! ela insiste
urgente pare o carro!
docilmente intrigado ele parou
no acostamento, claro.

ela então enlaçou o pescoço
do namorado entre os braços
e beijou-lhe estrelas

incendiadadelicadapaixonadamente
na boca

Angélica Torres Lima, poetisa goiana, natural de Ipameri
Poema transcrito do livro "Luzidianas", Coleção Oi Poema, 2010


 

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CANTIGA DE AMOR PARA UMA CIDADE

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CANTIGA DE AMOR
PARA UMA CIDADE

 
Há que te veja nave de aço, avião
mas eu te vejo ave de pluma,
asas abertas sobre o chão.
 
Há quem te veja futurista e avançada
mas eu recolho em ti a paisagem rural
lá de onde eu vim:
fazenda iluminada.
 
E quem declara guerra a teu concreto armado
nunca sentiu a paz do teu concreto desarmado.
Há quem te veja exata, fria, diurna e burocrática
mas te conheço é gata noturna, quente, sensual – enigmática.
 
Há quem te gostaria só Plano Piloto, teu lado nobre,
mas eu também te encontro na periferia, teu lado pobre.
Há quem só te reconheça nos cartões postais
mas eu te vejo inteira, planaltina,
cercada de gamas, guarás e taguatingas.
 
Aos que só te querem grande – Patrimônio Mundial,
egoisticamente te declaro patrimônio meu, exclusivo:
                        Brasília minha
e, no meu bem-querer diminutivo, Brasilinha.
 
Marcus Vinícius Carvalho Garcia
Poema indicado para Menção Honrosa
Concurso Nacional de Poesia “Brasília: 50 anos”  


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Mirante

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Mirante
 
Nas asas do plano
o vôo do planalto
centralizado nas mãos
de quem olha e aos poucos
percebe que só vê
o mais que nada
dos três poderes
então num repente ícone
choro de pena
por saber que tantas luzes
não iluminam esta escuridão.
 
Anand Rao, poeta pernambucano, nasceu em Recife.
"Poesia de Brasília", de Joanyr de Oliveira.

 

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Prece em Brasília

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Prece em Brasília
 
– No plano desta cidade
                 pousa o traçado singelo
                         de um pássaro asas abertas.
 
 
                         – Deus lhe dê vôo.
 
– Na forma da catedral,
                  de todo ângulo, vislumbre
de alto cálice litúrgico
                  – Cristo a abençoe.
 
Stella Leonardos, poetisa natural do Rio de Janeiro.
"Poemas para Brasília", de Joanyr de Oliveira.

 

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