Segredos de Papel

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Segredos de Papel
 

Em Brasília as pessoas guardam segregos
Guardamos segredos
Sabemos de tudo em primeira mão
Teia de arame cruzado
Hermetismo governamental
As pessoas fogem uma das outras
Escondem umas das outras segredos bestas,
Temos medo, entre nós nada é entrelaçado.
 
Em Brasília tudo é papel
O papel tem palácios
Passo lá à noite e vejo palácios iluminados
Cheios de papel
 
Vou a um galpão de madeira
Ver um filme em 16mm
Um dois, Um dois
Um dois, Um dois
 
Poema de Maria Coeli, 1978
Transcrito do livro “Abstrata Brasília Concreta”, de W. Hermuch


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