Linha do Tempo

Sábado, 2 de abril de 1960

Comando Naval – O Presidente Juscelino Kubitschek cria, em decreto, o Comando Naval de Brasília. Por outro decreto é excluída da jurisdição do Primeiro Distrito Naval a área compreendia pela futura Capital Federal e delimitada pela Lei número 2.874, de 19 de setembro de 1956.

Serviço telefônico – A imprensa anuncia que, na data da transferência da Capital para Brasília, no próximo dia 21, Brasília contará com um mínimo de 60 canais telefônicos, em pleno funcionamento, para suas comunicações com o país e o mundo. Presentemente, apenas 12 canais estão sendo utilizados, mas o equipamento para a ampliação do importante serviço acaba de ser ali desembarcado – transportado por via aérea – perfazendo o seu volume um total de 6 mil quilos, segundo informações prestadas por um porta-voz da NOVACAP. A ampliação de que agora se cuida é a primeira etapa do plano de instalação dos canais do empreendimento. Os equipamentos adquiridos são o que de mais moderno existe nesse campo, permitindo perfeita fonia com os locais com que se fizer ligação direta.

 

Nessa altura, JK cria o Comando Naval de Brasília. No Paranoá, reserva-se espaço estratégico para localização da Marinha. Já na inauguração, em abril do mesmo ano, o lago é tomado pela população como um todo por meio de veleiros de corrida em comemoração ao surgimento da nova capital, conforme retrata a imagem (Foto: Arquivo Público do DF)

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Sexta-feira, 1 de abril de 1960

Hospital Distrital – Anuncia-se que será a seguinte a distribuição de médicos pelos diversos serviços do Hospital Distrital de Brasília: Enfermarias (90 leitos): Cirurgia, 40; Obstetricia, 20; Clínica Média 20; Pediatria, 10. Serviço de Emergência – Pronto Socorro Hospitalar – Serviço Domiciliar de Urgência. Ambulatório – Serviços auxiliares de diagnóstico e tratamento. Relação de especialidade: Cirurgia, 6; Urologia, 1; Traumatologia, 2; Oftalmologia, 1; Otorrinolaringologia, 1; Clínica Média, 2; Cardiologia, 3; Pediatria, 3; Nutrologia, 1; Obstetrícia, 4; Laboratório Clínico, 1; Banco de Sangue, 2; Anatomia Patológica, 1; Anestesia, 4; Neuro-cirurgião, 1; Dentistas, 4. Total de médicos, 33; total de dentistas, 4. E.F. Goiás – Comentam os jornais haver crescido de importância o papel que cabe à Estrada de Ferro Goiás com a transferência da nova capital para Brasília: é não somente a principal ferrovia de interligação do Planalto Central, mas ainda a única via de acesso ferroviário até Anápolis para quem procede de São Paulo, pela Mogiana, e de Minas, pela Rede Mineira. A receita total de transportes arrecadada pela E.F. Goiás, em 1959, foi de Cr$ 179.267.448.70, que representa quase o dobro da cifra obtida no ano anterior de Cr$ 90.048.333,00. Entre carros e vagões carregados, a Goiás efetuou 47.672 viagens em 1957, 63.100 em 1958 e 66.296 em 1959. Em 1957, a estrada não possuía nenhuma locomotiva Diesel-elétrica, havendo, hoje, em tráfego, 12 unidades. No decurso desses três anos, houve aumentos crescentes nos transportes de bagagens, animais e mercadorias em geral. Foram substituídos, de 1957 até dezembro de 1959, 101.860 dormentes e reespaçados 46.859, para atender aos serviços de substituição de trilhos e empedramento.  

A cidade prepara-se apressadamente para receber seus habitantes. Estradas são finalizadas, hospitais recebem replenajamento de pessoal e o comércio já está a todo vapor. Acima, vê-se o Viaduto do Trevo na Asal Sul à época da construção (Foto: Arquivo Público do DF)

Domingo, 3 de abril de 1960

Almoço no Catetinho – Em Brasília, o Presidente Juscelino Kubitschek oferece um almoço, no Catetinho, aos operários pioneiros da construção da nova Capital do Brasil, oportunidade em que manifesta seu agradecimento a quantos contribuíram, nos primeiros dias, para o início da construção de Brasília. Relatório da NOVACAP – A Assembléia da NOVACAP aprova o Relatório apresentado pelo Presidente da Companhia a respeito dos trabalhos realizados em 1959.  

Acima, candango pioneiro faz pose para foto entre 1957 e 1960 na Lonalândia, acampamento improvisado localizado onde hoje se encontra a atual Candangolândia (Foto: Arquivo Público do DF)