Primeira geração

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“Eu sei que para os inimigos de Brasília, a beleza passou a ser uma indignidade.
Diante do belo, do simplesmente belo, rosnam: “Fascismo, fascismo. E, no entanto,

o paralelepípedo mais analfabeto teria vontade de chorar lágrimas de esguicho

ante a beleza de Brasília”

Nelson Rodrigues

“Não há nada no mundo parecido. Só os braços de um Cíclope poderiam
cortar este pedaço de granito incomparável, que é Brasília”


Assis Chateaubriand

Primeira geração
Por José Alcides Pinto

Brasília assim nasceu: da dor e da vertigem
da coragem do amor do suor da insubmissão
nasceu para crescer e virar história
(história que falasse da bravura de seus homens)
de suas lutas com a terra – a violência de seus bichos
sua milenar geologia
– ouro sujo – alfabeto desconhecido
enterrado no estômago do chão
Assim como a cidade sem teto discriminação
nasceram os primeiros filhos dos pioneiros
que por seus arredores iam ficando
fazendo outros filhos que iam-se integrando na cidade
como a cal o ferro o alumínio das superquadras
iam eles seguindo o exemplo dos pais
um mundo novo arrebentando de seus pés como um dilúvio


Mufunfa de candango
Por Conceição Freitas

Brasília estranha
Por Mara Bergamaschi


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