PostAis Brazilienses de um Neocandango

Escrito por Brasília Poética em . Postado em Converse com os Poetas Sem Comentários

PostAis Brazilienses de um Neocandango


Atropelado de Paixão
 
Um dia ele foi recitar poesia no Eixão
e quase morre
atro
      pelado de paixão
O brasiliense correndo no Eixão
alcançará a inflação?
 
Qual é a sua ascensorista da emoção?
Qual é a sua maioral?
 
Táqui  procê, oh!
manda-chuva do império!
Cagão!


Ela Pelo Avesso
 
Na Esplanada dos Mistérios
Toda Dasp toda Dasp eu te encontrei
 
Marcas de carimbos em tua face
Números de processos no teu ser
 
Toda Dasp
                                              toDasp
                                                           toDasp
 
Extinguiram minha URP e eu gritei berrei
Abaixo o rei! Abaixo o rei!
 
E na Esplanada SeMistérios
Toda EMFA
           toda EMFA
                       eu te desindexei
 
Menezes y Morais, poeta piauiense.
Poemas transcritos do livro “Fincapé”, Coletivo de Poetas, Thesaurus Editora.

 


Trackback do seu site.

Deixe um comentário


Leia também:

A passagem de Tom Jobim e Vinícius de Moraes pelo Catetinho

O texto de Antônio Carlos Jobim Setembro, sertão no estio. Frio seco. Altitude aproximada: 1.200 metros. Ar transparente, céu azul profundo, primavera e pássaros se namorando. Campos gerais, chapadões dos gerais. Cerrado e estirões de mata à beira dos rios.…

Alvorada de Espelhos

Alvorada de Espelhos Por Clemente Luz O imenso louva-a-deus traçado no papel, antes promessa da presença da cidade, já tem forma e base sólida no chão do planalto. No local mesmo onde a visão do profeta viu “que se formava…

Bernardo Sayão

Da morte emerges, Bernardo Sayão, e com que pureza! Assim te revemos, os que nunca te vimos, e não há em nós nenhuma surpresa. Assim te revemos, sertanejo tranqüilo, no retrato que te faz surgir num descampado, o olhar firme, …