PLANALTITUDE

Escrito por Brasília Poética em . Postado em Poemas para Brasília, Poemas para Brasília Sem Comentários

Neste planalto de azul silêncio
a vida tão me quis sem a medida
convencional do tempo, porque aqui
atravesso o dia e a noite como atravessava
o quintal de minha casa, não sabendo
da evolução constante e rude que passeava
por demais despreocupada.
Luzes de um outro lado/ladeado
trans/migrantes de nada/ar navegam anunciantes
por um lago de sal/lágrimas, resultado de rios
com amputados braços.
E virei pássaro sem inocência no aberto céu
onde não há papagaio, mas a segura/herança
e segurança nos multi/lados, onde salvei-me
de ter mutiladas as minhas asas de ouro.
 
Fernando Correia Dias, poeta português, natural de Penajoia

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