PLANALTIANA

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PLANALTIANA

Que vem fazer essa boca,
coxa, olhares de ternura,
na minha vida que, louca,
brinca de negro e alvura?
 
Que vem fazer, de alecrim,
cheirando chá de manhã,
essa menina de mim,
temperos de hortelã?
 
Que se oferece em bom dia,
que se recusa em boa noite,
que se me acende alegria,
que se me apaga o pernoite.
 
Que se me morde tão fina,
que se me dança molhada.
Me agasalha em Planaltina,
me seca à beira da estrada.
 
Em meus nervos tamborila,
Fere a viola por dentro).
– Sumo de avenca destilar
Bom dia, sabor de coentro.
 
Reynaldo Jardim
"Poesia de Brasília", de Joanyr de Oliveira

 

 


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