Paranoá

Escrito por Brasília Poética em . Postado em Converse com os Poetas Sem Comentários

Paranoá
 
Tu és o espelho
onde se mira
Brasília bela,
moça gentil,
Candanga linda,
flor do Planalto,
desabrochada
no mês de abril.
Paranoá…
quantos segredos
os passarinhos
e os namorados
te vem contar.
E a própria Lua,
nas noites claras
fica contigo
a conversar.
Paranoá,
meu lago azul,
quantas histórias
tens na memória
para lembrar.
Sabes que um Santo
lá de Turim,
te viu assim,
calmo, a banhar
uma cidade,
que na verdade,
sede será
de um mundo novo,
em que haveá
amor e paz
unindo a todos
num grande povo.
 
Paranoá…
 
    Paranoá…
 
Maria de Lourdes Reis
Reproduzido da antologia "Versos & Prosa", organizada por
Meireluce Fernandes da Silva

 


Trackback do seu site.

Tags:

Deixe um comentário


Leia também:

A passagem de Tom Jobim e Vinícius de Moraes pelo Catetinho

O texto de Antônio Carlos Jobim Setembro, sertão no estio. Frio seco. Altitude aproximada: 1.200 metros. Ar transparente, céu azul profundo, primavera e pássaros se namorando. Campos gerais, chapadões dos gerais. Cerrado e estirões de mata à beira dos rios.…

Alvorada de Espelhos

Alvorada de Espelhos Por Clemente Luz O imenso louva-a-deus traçado no papel, antes promessa da presença da cidade, já tem forma e base sólida no chão do planalto. No local mesmo onde a visão do profeta viu “que se formava…

Bernardo Sayão

Da morte emerges, Bernardo Sayão, e com que pureza! Assim te revemos, os que nunca te vimos, e não há em nós nenhuma surpresa. Assim te revemos, sertanejo tranqüilo, no retrato que te faz surgir num descampado, o olhar firme, …