Ontem, na praça

Escrito por Brasília Poética em . Postado em Converse com os Poetas Sem Comentários

Ontem, na praça

Um poeta falou de flores
e era proibido.

Aí,
para que não vingasse o mau exemplo,
proibiu-se também a poesia.
Aliás,
moveu-se uma guerra
contra essas extravagâncias.

Não ficou pedra sobre pedra.

Mas as flores renasceram
do ventre da terra
e a poesia explodiu
do coração dos homens.

Ontem, na praça, um novo poeta
exercitava seu canto.
Era filho de um carrasco
e tinha uma rosa na mão.

Romeu Barbosa Jobim, poeta acreano, nasceu em Rio Branco.
"Poesia de Brasília", de Joanyr de Oliveira.

 


Trackback do seu site.

Deixe um comentário


Leia também:

A passagem de Tom Jobim e Vinícius de Moraes pelo Catetinho

O texto de Antônio Carlos Jobim Setembro, sertão no estio. Frio seco. Altitude aproximada: 1.200 metros. Ar transparente, céu azul profundo, primavera e pássaros se namorando. Campos gerais, chapadões dos gerais. Cerrado e estirões de mata à beira dos rios.…

Alvorada de Espelhos

Alvorada de Espelhos Por Clemente Luz O imenso louva-a-deus traçado no papel, antes promessa da presença da cidade, já tem forma e base sólida no chão do planalto. No local mesmo onde a visão do profeta viu “que se formava…

Bernardo Sayão

Da morte emerges, Bernardo Sayão, e com que pureza! Assim te revemos, os que nunca te vimos, e não há em nós nenhuma surpresa. Assim te revemos, sertanejo tranqüilo, no retrato que te faz surgir num descampado, o olhar firme, …