Octavio Mora

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Octavio Mora situa-se entre os aqui já referidos que pensam na cidade “Antes do tempo”, em sua pré-história, em priscas eras. Os peixes antediluvianos, as águas das chuvas, os rios que haveriam de surgir. O protótipo da cidade “feita/de nuvens, como as nuvens, no ar”. As imagens que o poeta constrói, sutis, levíssimas, quase diáfanas, escapam ao nosso domínio, e se vão somando, para dar corpo ao poema. E, ao final, a revelação clara, categórica: “Surge a cidade, feita/de luz, onde se escondia./E antes de ser, já é: perfeita” (“A cidade”). O segundo poema de Octavio Mora, “Paisagem”, desenvolve-se no mesmo tempo. A terra, as águas, a luz, o mar extinto anunciam a cidade que “aos poucos surge”.

Texto transcrito da antologia poética, “Poemas para Brasília”, de Joanyr de Oliveira.

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