O coração do Lago

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O coração do Lago

Pouca gente percebe o Lago Paranoá
Passa por ele como passa um patrão
pelo empregado
Ele, ali, na sua lida costumeira de
umedecer o ar
Pouca gente ouve o Lago Paranoá
Mas seu rumorejo tem um sotaque que fica
Entre Goiás e outro qualquer lugar
Uns poucos pescadores admiram
as poucas garças
Que se admiram da pouca educação desta
tanta tente que não os vê
E, lá dentro do lago, um imenso
coração de água
Pulsa uma lembrança doce de água
De um pequeno olho de água
Onde tudo começou

Vicente Sá, poeta maranhense, natural de Pedreiras.
Poema transcrito do livro “O engenho da loucura”, Gráfica Starprint

 


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