Nova Lisboa, Pedrália, Brasília

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Nova Lisboa,
Pedrália,
Brasília

Outros topônimos surgiram, ao longo do tempo, para a futura capital, depois do Nova Lisboa, que teria vindo de Guilherme Pitt pouco antes de falecer, em 1809. Em documento existente no Arquivo Histórico do Itamarati, com data de 1822, consta que Paulo Ferreira de Menezes Palmiro se posicionava em favor da instalação de nova capital, na região central do país, com o nome de Pedrália, obviamente em homenagem ao navegador lusitano tido oficialmente como descobridor do Brasil. O senador Virgílio Damásio, em emenda encaminhada à Comissão de 21 juristas integrantes do Congresso Constituinte, em 1891, propôs a denominação de Cidade Tiradentes. José Bonifácio, após considerar que "Parece muito útil, até necessário, que se edifique uma nova Capital do Império (…), para assento da Corte, da Assembléia Legislativa e dos Tribunais Superiores (…), (…) opina no sentido de que fosse batizada como Petrópole ou Brasília.
No "Aditamento da Constituição para fazê-las aplicada a todo o Brasil", trabalho datado de 1822 e cuja autoria a história não guardou, preconiza-se que "No centro do Brasil, entre as nascentes dos rios confluentes do Paraguai e Amazonas, fundar-se-á a capital deste reino com denominação Brasília ou outra qualquer." Em 1823, José Bonifácio propõe a transferência da capital para Goiás, limitando a sugestão a apenas um nome: Brasília.
O ex-presidente Juscelino Kubitschek registra em um de seus livros que, em 1955, muito se falava na futura capital, mas não havia sequer um dispositivo legal definindo sua denominação. Preocupado com a situação, o marechal José Pessoa, "por iniciativa própria" deu-lhe o nome de Vera Cruz. A questão foi resolvida com emenda do deputado amazonense Pereira da Silva à Lei 2.874, que autorizava a transferência da capital. Lembrando-se da sugestão de José Bonifácio, de 1823, fez a escolha do nome Brasília.

Texto extraído do livro "Poemas Biografia da Cidade – Crônica de Brasília", de Joanyr de Oliveira 

 


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