Ninguém

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Ninguém
                   para Donaldo Mello
 
Não há princípio nem fim
na eterna diáspora
dos astros
tresloucados
deslocando-se
aos confins
do universo
em expansão.
 
O tempo não existe
para as estrelas
mas elas fenecem
e, de vê-las, fico triste.
 
Sem sombra e destino, também vagarei.
 
Hei de seguir o mesmo curso de ninguém.
 
Antonio Miranda, poeta maranhense, criado no Rio de Janeiro.
Transcrito da antologia “Deste Planalto Central: Poetas de Brasília”, de Salomão Sousa.

 


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