Monumento ao candango

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Monumento ao candango
 
Praça dos Três Poderes, muita gente,
o povo faz barulho
no meio um monumento impertinente
aquece e abrasa o orgulho.
 
São duas figuras grandes e lindeiras,
as pernas em compassos,
imagens emergentes, companheiras,
unidas pelos braços.
 
Dispostas, contrapostas ao relento
as mãos garreiam lanças,
como o candango em busca do sustento,
ao encontro da esperança.
 
O monumento em ferro consistente
escuro e azinhavrado,
oculta na ferrugem do presente
as marcas do passado,
 
o egresso do sertão, o nordestino,
o obreiro inovador,
o brasileiro povo…Juscelino…
tino e desbravador.
 
Antonio Temóteo dos Anjos Sobrinho, poeta baiano, nasceu em Piatã.
"Poemas para Brasília", antologia de Joanyr de Oliveira.

 


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