Maturidade

Escrito por Brasília Poética em . Postado em Poemas para Brasília Sem Comentários

Maturidade

Enquanto os últimos raios de sangue
Tingem o cerrado  
Brasília bamboleia suas curvas generosas
Entre canteiros multicores.
Afugenta os fogachos,

No lago pintado de garças e sol.
Nas noites insones,
Reaviva as memórias,
Sacode a poeira dos guardados das gentes
Que dormem e sonham sob suas asas abertas…
Nas prévias primaveras dos ipês amarelos,
Alimenta sem pudores seus desejos ressequidos.
Sem temores, incita cigarras alvissareiras,
A denunciar a passagem do tempo.
Tempo.

Post Regina Melo, poetisa mineira


Trackback do seu site.

Deixe um comentário


Leia também:

A passagem de Tom Jobim e Vinícius de Moraes pelo Catetinho

O texto de Antônio Carlos Jobim Setembro, sertão no estio. Frio seco. Altitude aproximada: 1.200 metros. Ar transparente, céu azul profundo, primavera e pássaros se namorando. Campos gerais, chapadões dos gerais. Cerrado e estirões de mata à beira dos rios.…

Alvorada de Espelhos

Alvorada de Espelhos Por Clemente Luz O imenso louva-a-deus traçado no papel, antes promessa da presença da cidade, já tem forma e base sólida no chão do planalto. No local mesmo onde a visão do profeta viu “que se formava…

Bernardo Sayão

Da morte emerges, Bernardo Sayão, e com que pureza! Assim te revemos, os que nunca te vimos, e não há em nós nenhuma surpresa. Assim te revemos, sertanejo tranqüilo, no retrato que te faz surgir num descampado, o olhar firme, …