Luz de Brasília

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Luz de Brasília

Brasília: sinto que subo e subo
acima de tua luz.

Sempre estou encharcado em tua pele
banhando-me em tua lua.
Sempre essa lua está caindo em cima de mim.
Sempre me vejo grudado a teu sol.

Brasília que luzes sempre
luzes. Quantas luzes!
Luzes brancas. Luzes negras, luzem
as entranhas do candango, as moedas
que os deuses jogaram.
Luzem as chamas do sexo, as ruínas
do futuro voando à mesma
velocidade que tu, luz,
minha luz.

Brasília que subo e subo
por tuas ruas e me converto
em archote iluminado
pelo pó de tua luz.
Ai Brasília! que sorrio, me rio e me sinto
Mulher que vai dar à luz.
Ai Brasília! que me rio, caio no Lago
sem afundar porque sou de luz.
Ai Brasília! que me pões em rubor vivo
como à terra por tanta luz.

Brasília, fizeste de mim
um menino travesso que sobe e sobe
até despontar por cima
de tua luz.

Fernando Gil, poeta espanhol, nasceu Ejea de los Caballeros.
"Brasília em verso", Thesaurus Editora

 


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