Lucio Costa reluta em participar. Entrega a proposta em cima da hora e ganha o concurso para o Plano Piloto.

Escrito por Brasília Poética em . Postado em Poemas para Brasília Sem Comentários

Dez minutos antes do prazo final para inscrição do concurso para o Plano Piloto de Brasília, Lúcio Costa entra apressado no prédio do Ministério da Educação, no centro do Rio de Janeiro, e protocola sua proposta.

"Era um rabisco e pulsava"
frase do poeta Carlos Drummond de Andrade, sobre o projeto de Lucio Costa

11 de março de 1957


Foto: Arquivo Público do Distrito Federal

Lúcio Costa entrega seu projeto para o concurso do Plano Piloto em cima da hora – Consta que Lucio Costa relutou em participar do concurso.

Termina o projeto em cima da hora, no finalzinho da tarde do ùltimo dia de inscrição: 11/03/1957. Lucio entra apressado no seu hillmann. Junto, as duas filhas, a pequena Helena e a universitária Maria Elisa. Tem de protocolar o projeto. Toca rápido para o local da entrega das propostas, Ministério da Educação, Palácio Gustavo Campanema, sobreloja, centro do Rio de Janeiro. O prazo está acabando, faltam poucos minutos. Sorte: chove, mas o trânsito está solto. Logo chega. Faltam só dez minutos.

Aflito, pára o carro exatamente em frente ao prédio. As meninas sobem correndo com a papelada. Um guarda implica com a posição do carro. Lucio explica. Tudo bem, O guichê está quase fechando. Mas o protocolo sai. Maria Elisa recebe pequeno cartão, espécie de recibo, com o número do projeto no concurso: 22.

relato de Ronaldo Costa Couto, "Brasília Kubitschek de Oliveira"

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