HASTA SIEMPRE!

Escrito por Brasília Poética em . Postado em Converse com os Poetas Sem Comentários

HASTA SIEMPRE!

Ontem Luis Turiba surtou de nós,
Diz um amigo íntimo; levou todos os poemas
Cuíca, óculos e até um samba da ARUC.
 
Diz, não fui eu quem disse:
Luis Turiba anda falando alto,
Diz que o Rio é a Capital do Planalto.
 
Na rodoviária acabou o pastel, caldo de cana e até jornal.
Diz, não fui eu quem disse:
Luis Turiba passou por lá feito ventania,
Passos apressados, sorriso largo
Com olhar de labareda.
 
Diz, não fui eu quem disse:
Estava com um livro de Nicolas Behr
E na companhia do Ivan, o tal da Presença.
 
O noticiário não deu conhecimento,
A menina do Beirute não chorou,
O telefone do Renato Matos não tocou.
 
Será que ele foi embora?
Voltou de onde veio,
Retornou ao princípio.
 
Diz, não fui quem disse:
Chegou a hora de mudar de estilo
Querer o outro, terra mãe,
Zoar por aí.
 
Agora, eu digo:
Luis Turiba destilou sabedoria;
"Descobriu que é preciso aprender
a nascer todo dia."
 
Poema de Jorge Ferreira, em homenagem ao poeta Luis Turiba, declamado no Café Martinica, em 11 de março de 2011.

 


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