Guido Heleno

Escrito por Brasília Poética em . Postado em Decifrando Brasília Sem Comentários

Guido Heleno, a tropeçar “nos escombros” de (…) (seus) “sonhos”, vem de Anápolis, a cidade outrora tranqüila que as máquinas e os candangos da embrionária Capital estremeceram. E caminha, canhestro, “pelo domingo lerdo e chato”. É o que ele declara em “Caminhada de domingo”, o segundo de seus poemas selecionados para esta coletânea. Com “Distrito Federal”, G.H. coloca-se entre os poetas que se debruçaram sobre a paisagem planaltina. Observa a flora e a fauna, mas não se restringe a observá-las. Capta, na mesma medida, o “místico rico em mitos e oráculos”, identifica “presságios”, etc. Há bastante poesia em seus versos, e ela se estende com leveza e naturalidade por todo o poema. Guido revela a presença de “mitos (que) galopam pela vastidão domada”. Impressiona-o, também, um “cenário desolado de árvores retorcidas”. E enfatiza: “Arde a noite em combustão espontânea”, “enquanto não se cumprem/os sonhos das profecias”.
 
Transcrito de “Esses poetas, esses poemas”, da antologia “Poemas para Brasília”, de Joanyr de Oliveira

 


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