Geraldo Pinto Rodrigues

Escrito por Brasília Poética em . Postado em Decifrando Brasília Sem Comentários

Geraldo Pinto Rodrigues visitou os canteiros de obras da então futura Capital em 1957. As grandes asas em que a cidade se equilibra eram ainda um projeto. Naquele tempo, o pó vermelho se erguia do chão rasgado pelas máquinas e bem alto se levantava, no vento, nos rodamoinhos.
G.P.R. consignou-o com destaque, a enfatizar em um de seus versos: “E pó, e pó, e pó…” Não podia manter-se indiferente ao “Sol de clarabóia”, e, como outros autores, observou: “Os ossos sob a canícula/ardem no desconforto da carne ressequida”. Apresenta seu preito a “estes peões candangos de sete fôlegos,/a cada sete dias renascidos”. E conclui enfático: “E aqui se planta uma cidade./E uma esperança”.
Transcrito de “Esses poetas, esses poemas”, da antologia “Poemas para Brasília”, de Joanyr de Oliveira.


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