Flor de cimento e sol

Escrito por Brasília Poética em . Postado em Poemas para Brasília Sem Comentários

"Flor de cimento e sol
 
Sobre o vazio imenso a flâmula da Idéia
fulgia, estrela ideal, na amplidão do Planalto.
Ao mundo mineral, em sopro de epopéia,
tinham cortado, outrora, o pasmo e o sobressalto
 
das Bandeiras viris. Cantava no mais alto
dos verdes buritis a mansa melopéia
da brisa. Mas um dia a afanosa colmeia
de candangos por fim daria o grande salto
 
na sequência do tempo; e à cobiça forânea
– flor de cimento e sol, ou mais: contemporânea
do futuro – se opôs a Cidade sonhada
 
como Lúcio a compôs e a previra o profeta:
destino e doação, sonho tornado meta,
luz-síntese a indicar o rumo da escalada."
 
Waldemar Lopes, poeta pernambucano, nascido em Quipapá.
"Brasília na poesia brasileira", de Joanyr de Oliveira.

 


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