DA ESFINGE DISSIMULADA

Escrito por Brasília Poética em . Postado em Converse com os Poetas Sem Comentários

"Até hoje, Brasília constitui um enigma; todos anseiam por avaliá-la, assim como por predizer seu futuro e seus efeitos na história do Brasil" 
Gilberto Freyre
 
DA ESFINGE DISSIMULADA 
 
A Esfinge me arrebata e fende o sono,
ao detonar o enigma ouvido outrora.
Depois de se afirmar sem rumo ou dono,
se diz sombria e vã, se oculta e chora.
 
Ela empana, lacrados sob as patas,
episódios, ternuras e metralhas;
e no fluir de vozes inexatas
o temor e o tremor de suas falhas.
 
Cultiva os intangíveis veteranos,
e universos de sonhos como o seu;
converte em odisséia os desenganos
 
e um pelourinho de ouro onde morreu.
(Logro ouvir em velhíssimos arcanos
que a Esfinge não é outro senão eu…)
 
"Soberanas mitologias e a cidade do medo"
Joanyr de Oliveira.

 


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