O poema da curva

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Por Oscar Niemeyer

Não é o ângulo reto que me atrai.
Nem a linha reta, dura, inflexível,
criada pelo homem.
O que me atrai é a curva livre e
sensual. A curva que encontro nas
montanhas do meu país, no curso sinuoso
dos seus rios, nas nuvens do céu, no corpo
da mulher amada.
De curvas é feito todo o Universo.
O Universo curvo de Einstein.
 

Foto: Roberto Castello

Na cidade das retas, as curvas feitas pelos pés do povo encurtam a distância entre dois pontos

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“Ora, a única coisa monumental
em Brasília é o vazio”

“A gente olha para o céu, olha para a grama, e
resolve nossa vida”

“Gosto de sair andando pelas entrequadras e
caminhar por aquelas trilhazinhas de caminho da roça”

Brasília, por Gê Orthof


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“Quando morri, um dia abri os olhos e era Brasília. Eu estava sozinha no mundo. Não chorei nenhuma vez em Brasília. Não tinha lugar – É uma praia sem mar -.”

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Agora e aqui é a
Encruzilhada
Tempo-Espaço.
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Passado e vai ao futuro

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Foto: Orlando Brito

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