O poema da curva

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Por Oscar Niemeyer

Não é o ângulo reto que me atrai.
Nem a linha reta, dura, inflexível,
criada pelo homem.
O que me atrai é a curva livre e
sensual. A curva que encontro nas
montanhas do meu país, no curso sinuoso
dos seus rios, nas nuvens do céu, no corpo
da mulher amada.
De curvas é feito todo o Universo.
O Universo curvo de Einstein.
 

Foto: Roberto Castello

Na cidade das retas, as curvas feitas pelos pés do povo encurtam a distância entre dois pontos

Geografia sentimental
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Era um rabisco, e pulsava
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Se esta quadra fosse minha

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Por Theresa Negrão de Mello

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“Ora, a única coisa monumental
em Brasília é o vazio”

“A gente olha para o céu, olha para a grama, e
resolve nossa vida”

“Gosto de sair andando pelas entrequadras e
caminhar por aquelas trilhazinhas de caminho da roça”

Brasília, por Gê Orthof


Festa na quadra

Por Glaucia Chaves

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Adoro minha quadra

Por Conceição Freitas

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BRASILIA NASCEU SOB O SIGNO DA POESIA

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“Quando morri, um dia abri os olhos e era Brasília. Eu estava sozinha no mundo. Não chorei nenhuma vez em Brasília. Não tinha lugar – É uma praia sem mar -.”

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Prece Natalícia de Brasília

Agora e aqui é a
Encruzilhada
Tempo-Espaço.
Caminho que vem do
Passado e vai ao futuro

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Cyro e Drummond:
Brasília nas cartas trocadas

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Poesia nas Paradas

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Foto: Orlando Brito

De onde Brasília surgiu?

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De onde Brasília surgiu?

Em “Registro de uma vivência”, sua autobiografia, Lúcio Costa responde:

1º. – “Conquanto criação original, nativa, brasileira, Brasília – com seus eixos, suas perspectivas, sua ordonnance – é de filiação intelectual francesa. Inconsciente embora, a lembrança amorosa de Paris esteve sempre presente.

2º. – Os imensos gramados ingleses, os lawns da minha meninice, – é daí que os verdes de Brasília provém.

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NOVA ESPÉCIE URBANA

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“Quanto ao problema residencial, ocorreu a solução de criar-se uma sequencia continua de grandes quadras dispostas, em ordem dupla ou singela, de ambos os lados da faixa rodoviária, emolduradas por uma larga cinta densamente arborizada, arvores de porte, prevalecendo em cada quadra determinada espécie vegetal, com chão gramado e uma cortina suplementar intermitente de arbustos e folhagens, a fim de resguardar melhor, qualquer que seja a posição do observador, o conteúdo das quadras visto sempre num segundo plano e como que amortecido na paisagem”
Lucio Costa

Nova espécie urbana

Talvez nenhuma outra cidade no mundo, salvo as que se transformaram em ruínas, precise de uma iniciação para ser compreendida e só então aceita. Brasília pede uma cartilha que pegue o visitante pela mão e o ajude a decifrar sua racionalidade tão evidente, porém tão intrincada e perturbadora.

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Brasília

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Alvorada

Coluna do Palácio da Alvorada: cálculos de Joaquim Cardozo.
A forma e o símbolo

Mais de cinquenta anos após a sua inauguração, Brasília ainda desperta reações de todo tipo nos seus visitantes, do horror ao encantamento, provocando elogios generosos e criticas virulentas, justificando a célebre sentença de Oscar Niemeyer sobre a cidade: “Você pode gostar ou não de Brasília, mas jamais terá visto coisa parecida”. Essa diferença, essa especificidade da imensidão que integra formas e volumes de forte impacto simétrico e organizado faz de cada habitante da cidade um ser especial, alguém que convive diariamente com o impacto da clareza do método e da ousadia da criação estética.

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O Catetinho

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Os amigos de JK se cotizam. Menos de um mês depois, o Catetinho surge no meio da mata.

O primeiro palácio de Brasília fica pronto menos de um mês depois da entusiasmada primeira visita presidencial.
Endereço: clareira no meio do mato, fazenda do Gama.
Descrição: palácio tosco, de tábuas, sustentado por grossos troncos de madeira de lei.

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O Segredo da Senhora

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Paineira

Foto: Marcos Brandão
O Segredo da Senhora

Minha Senhora, conte-me seu segredo. De onde a Senhora
tira tanta majestade, tanto vigor e tamanha beleza e altivez
em dias tão áridos, donde nos falta o ar apesar da imensidão
do céu e da multidão de áreas verdes? Me conte lá, faz favor, como a Senhora consegue
ser tão exuberante, viçosa, verdejante.

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A vida é um sopro

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Oscar Niemeyer contemplando a maquete do Palácio da Alvorada
Foto: Arquivo Público do DF

A vida é um sopro


Poema da Curva

“Não é o ângulo reto que me atrai,
Nem a linha reta, dura, inflexível criada pelo o homem.
O que me atrai é a curva livre e sensual.
A curva que encontro no curso sinuoso dos nossos rios,
nas nuvens do céu,
no corpo da mulher preferida.
De curvas é feito todo o universo,
O universo curvo de Einstein”

Croqui do Palácio do Planalto


Poema da Flor

“Brasília surgiu como uma flor do deserto, dentro das áreas e escalas que seu urbanista criou, vestida com as fantasias da minha arquitetura. E o velho cerrado cobriu-se de prédios e de gente, de ruído, tristezas e alegrias.”

Ilustração Oscar Niemeyer

BRASÍLIA: epopeia, épicos e ícones.

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JK e Andre Malraux em BrasíliaJK e Andre Malraux em Brasília – Foto: Arquivo Público do DF

Por Cláudio José Pinheiro Villar de Queiroz

“O valor cultural da nova capital brasileira está em sua realização e no significado
transcendente de sua autenticidade estético-simbólica. Trata-se de síntese identitária
sofisticada, decorrente das arkées mais antigas, reveladas pelos traços nitidamente
diferenciadores – contextuais e universais – da urbanística e da arquitetura,
aqui concebidas e realizadas.”

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Travessia do Eixão

“Eu morava na 414 e a Noélia na 309 Sul, estrategicamente ao lado do Beirute. Andava muito a pé naquela época e atravessava o Eixão diariamente. Daí surgiu o poema que foi publicado no meu livrinho mimeografado. O Nonato Veras colocou a melodia na letra e o Liga Tripa começou a divulgá-la, transformando-a num grande sucesso. Renato Russo gostava de cantar a música em estúdios, para calibrar a voz e os instrumentos. Mais tarde, Travessia do Eixão foi gravada no Outra Estação, CD da Legião Urbana de 1997″
Nicolas Behr

Ouça a música:

O palácio, a lua e o astronauta

Lua de Brasília
Foto: Marcos Brandão

“Nós que andamos no espaço, gostamos de Brasília mais do que qualquer outro povo”

Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua. Declaração foi feita ao visitar a capital brasileira, ao lado de Michael Collins, em outubro de 1969.

Athos Bulcão: poesia desenhada

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Athos Bulcão na frente do painel da Igrejinha

Com sua obra, Athos colocou a cereja no bolo de concreto brasiliense.

No mês em que o artista completaria 94 anos, a homenagem do Brasilia Poética a um autêntico artista da cidade

Atuam no tenro espaço
Teatros praças palácios
Hipostilos coruchéus
Observo a beleza dos traços
Seguidos de formas no céu
Barro vermelho miragens
Urge que surgem imagens
Levitante sol paisagens
Concretam mistérios segredos
Átomos eternos de Athos
Olhar de amar armando brinquedos

Renato Matos, cantor e compositor pioneiro de Brasília



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O texto de Antônio Carlos Jobim Setembro, sertão no estio. Frio seco. Altitude aproximada: 1.200 metros. Ar transparente, céu azul profundo, primavera e pássaros se namorando. Campos gerais, chapadões dos gerais. Cerrado e estirões de mata à beira dos rios.…

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