Brasiliense

Escrito por Brasília Poética em . Postado em Converse com os Poetas Sem Comentários

Brasiliense

Sou passarinho que canta
acima do vento ao redor.
Sou buriti alagado,
espreguiçando-se ao sol. (…)

na vastidão do cerrado
com luz a perder de vista,
sou um ipê encravado
que sobrevive no asfalto. (…)

não há bem que me conforte,
nem mal a me atormentar;
sou um candango de sorte,
peão forte a se urbanizar (…)

Raul de Taunay, poeta brasiliense
Poema transcrito da seção “Tantas Palavras”, Correio Braziliense (14/12/2011)

 


Trackback do seu site.

Deixe um comentário


Leia também:

A passagem de Tom Jobim e Vinícius de Moraes pelo Catetinho

O texto de Antônio Carlos Jobim Setembro, sertão no estio. Frio seco. Altitude aproximada: 1.200 metros. Ar transparente, céu azul profundo, primavera e pássaros se namorando. Campos gerais, chapadões dos gerais. Cerrado e estirões de mata à beira dos rios.…

Alvorada de Espelhos

Alvorada de Espelhos Por Clemente Luz O imenso louva-a-deus traçado no papel, antes promessa da presença da cidade, já tem forma e base sólida no chão do planalto. No local mesmo onde a visão do profeta viu “que se formava…

Bernardo Sayão

Da morte emerges, Bernardo Sayão, e com que pureza! Assim te revemos, os que nunca te vimos, e não há em nós nenhuma surpresa. Assim te revemos, sertanejo tranqüilo, no retrato que te faz surgir num descampado, o olhar firme, …