Brasília em janeiro

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Brasília em janeiro
Árvores tortas
Decalcam o maior céu do mundo:
Penso nelas como gestos
de quem se afoga,
de quem dá adeus da plataforma.
O sol prateia nuvens musculosas.
Atravessando o Lago,
A vela persegue
Lembrança de baía.
Em algum lugar
Bem próximo
Do horizonte
A tempestade
Espreita o fim da tarde.
 
André Giusti, poeta natural do Rio de Janeiro.
Poema inédito

 


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