Brasília (A criação)

Escrito por Brasília Poética em . Postado em Poemas para Brasília, Posts Sem Comentários

Brasília
(A criação)

Amava o homem, Seu filho,
Criou-o com sopro dançarino.
Mas amava também
Os círculos e semicírculos,
Esferas, retas, semi-retas,
Pentágonos, hexágonos,
Cubos, ângulos, retângulos
E o giro exato dos planetas
Junto a todas as leis da simetria.
 
Pelas mãos do homem então
Deixou que se fizesse a cidade
E quando veio a luz do dia,
Era tudo harmonia.
 
Cidade do vôo continente,
Cidade conteúdo em sua mente,
Cidade de leves arcos e portais,
O homem: chama em seus cristais.
 
E sendo perfeito Ele
Perfeito era seu filho homem
Que fez perfeita e boa a cidade.
 
E todos descansaram.
 
Maria da Glória Lima Barbosa, poetisa baiana, nasceu em Camaçari.
Reproduzido da Antologia “Poemas para Brasília”, de Joanyr de Oliveira.

 


Trackback do seu site.

Deixe um comentário


Leia também:

A passagem de Tom Jobim e Vinícius de Moraes pelo Catetinho

O texto de Antônio Carlos Jobim Setembro, sertão no estio. Frio seco. Altitude aproximada: 1.200 metros. Ar transparente, céu azul profundo, primavera e pássaros se namorando. Campos gerais, chapadões dos gerais. Cerrado e estirões de mata à beira dos rios.…

Alvorada de Espelhos

Alvorada de Espelhos Por Clemente Luz O imenso louva-a-deus traçado no papel, antes promessa da presença da cidade, já tem forma e base sólida no chão do planalto. No local mesmo onde a visão do profeta viu “que se formava…

Bernardo Sayão

Da morte emerges, Bernardo Sayão, e com que pureza! Assim te revemos, os que nunca te vimos, e não há em nós nenhuma surpresa. Assim te revemos, sertanejo tranqüilo, no retrato que te faz surgir num descampado, o olhar firme, …