BRASÍLIA

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BRASÍLIA
A Lúcio Costa

 
 
Amorosa e clara,
a cidade
                    voa
                             com as próprias
                             asas.
 
Alegorias em pluma,
estátuas no rosto das águas.
Arcos, trevos, o verde.
Eixos geram esperança
na fronte do homem.
O lago ama com os braços,
abarcando o equilíbrio.
 
A terra afina os tímpanos
e as perfeitas retinas
canta nas noites a fonte
Artérias humanas e urbanas
em suas vigílias: áureas
dádivas: o branco, as superquadras.
 
(O pretérito nos mausoléus,
longe de nossos cânticos.)
 
Amorosa e clara,
a cidade
                 voa
                            com as próprias
                            asas.
 
 
Joanyr de Oliveira, poeta mineiro, natural de Aimorés.
"Pluricanto – Trinta Anos de Poesia", 1996

 


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