Linha do Tempo

Brasília, 20 de fevereiro de 1960

Comunicações – Pela Voz do Brasil, o Almirante Ernani do Amaral Peixoto, Ministro da Viação e Obras Públicas, assim expõe a questão de comunicações em Brasília:
“Nos últimos dias, tem aparecido nos jornais notícias desencontradas a respeito da mudança da capital para Brasília. há como que uma intenção bem definida de criar embaraços a essa mudança, criando situação de desconfiança, entre as pessoas que lá vão residir, sobre as condições que a Nova Capital oferece.
Um dos pontos mais visados tem sido o das comunicações. Diz-se que Brasília ficará isolada do resto do Brasil.
Nós acabamos de ver, através das Caravanas de Integração Nacional, que as estradas, convergindo sobre Brasília, estão dando acesso fácil à Nova Capital. Os caminhões e jipes, saindo do Norte, do Oeste, do Leste e do Sul encontraram-se, na data marcada, em Brasília, em meio às maiores alegrias de todos que lá se achavam e que compreendiam o grande alcance daquele encontro.
Um ponto também muito visado é o sistema de comunicações telefônicas e radio-telegráficas. Diz-se que não há possibilidades de Brasília se comunicar com qualquer parte do território nacional, mesmo com as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, com a facilidade exigida pela importância que vai ter aquela cidade. Desejo passar em revista o que existe atualmente a respeito e o que está sendo feito, para mostrar que podemos efetuar a mudança tranqüilamente para Brasília, porque o sistema de comunicações o permitirá. Atualmente, as tele-comunicações são efetuadas através de dois transmissores: um de dois canais e um outro de reserva. Esse transmissor maior, de 2,5 quilowatts usa um canal em fonia e outro em telegrafia, via teletipo.
O canal de reserva funciona com 500 watts e trafega em Morse. Esse sistema, naturalmente, construído para o período atual de instalação da Nova Capital, atende às necessidades atuais, mas seria muito precário para a ocasião da instalação do Governo em Brasília. Dentro de poucos dias, porém, teremos mais três transmissores e três receptores em ondas curtas, cada um deles com 4 canais telefônicos, num total de 12 de canais, portanto, usando terminais telefônicos Ericson. Ressalte-se que cada um desses canais poderá ser desdobrado em 12 canais para telegrafia. Desses transmissores,2 já estarão em funcionamento quando recebermos, na próxima semana, a visita do Presidente dos Estados Unidos, e o terceiro entrará em funcionamento antes de 21 de abril, data da inauguração de Brasília. Tais conjuntos já estão sendo usados experimentalmente. Além disso,  Brasília está ligada radiotelegraficamente e por linha telegráfica, com Goiânia e, portanto, com o resto do país.
O grande sistema de comunicações, entretanto, ainda não será esse. Será o de micro-ondas, em ligação direta com o Rio de Janeiro, com um “link” de 120 canais telefônicos, através de Juiz de Fora, Belo Horizonte, Uberaba, Uberlândia  e Brasília. Esperamos que esse sistema esteja em funcionamento no mês de abril; um outro circuito já está sendo estudado para ligar diretamente Brasília a São Paulo, tendo-se em vista, naturalmente, o aumento de serviço, que será extraordinário com a mudança da Capital.
Estamos, assim, perfeitamente tranqüilos quanto às comunicações entre Brasília e o resto do país. Aliás, a próxima visita do Presidente Eisenhower será uma experiência interessante, pois os jornalistas que o acompanham e os jornalistas brasileiros, que lá estarão para registro desse grande acontecimento, pretendem transmitir de Brasília 100 mil palavras por dia, e nós acreditamos que será possível alcançar esse número.
As ligações ferroviárias seguem o programa traçado e acredito que, até o fim deste ano, Brasília estará ligada a Anápolis. Os trabalhos, que já não estão mais na fase de estudos, e sim na de plena execução, seguem o seu ritmo normal.
Portanto, como os brasileiros acabaram de constatar, este alarma, esta grande celeuma que se faz em torno da impossibilidade da mudança, sob o aspecto das comunicações, não tem o menor fundamento. Vamos aguardar o dia 21 de abril, quando o Governo, instalado em Brasília, iniciará uma nova era de progresso para o nosso país.
Vamos registrar mais um fato: a ligação de Brasília com o Território do Acre. Isto, alguns anos atrás, poderia parecer um sonho, um sonho inteiramente irrealizável. Não fora a construção de Brasília, possibilitando estradas que convergem para essa cidade, nós não poderíamos nem sequer pensar em entrosar o Acre com o sistema rodoviário brasileiro. Temos esperanças de que, antes do fim do atual Governo, já essa ligação estará terminada.
Vamos mudar a Capital para Brasília, e isto representará, certamente, uma nova fase para o Brasil. Fase de progresso, que vai estimular a confiança dos brasileiros neste grande país.”

Energia elétrica – A rede de energia elétrica de Brasília, que é subterrânea e oferece a característica de permitir a realização de consertos sem necessidade de perfuração do asfalto, terá, em sua primeira fase, a extensão de 400 quilômetros. Desse total, já estão concluídos 290 quilômetros, sendo que até o dia 10 de março o abastecimento de energia deverá estar estendido até as superquadras. A energia procede da subestação da CELG, através de fios aéreos, os quais, à distância de 1 quilômetro do Plano Piloto, passam para a rede subterrânea.

 

Caminhando no sentido oposto de críticas e especulações, o sistema de comunicação da nova capital, às vésperas da inauguração, desenvolvia-se positiva e aceleradamente. Quem viesse a desembarcar em Brasília poderia, sem grandes dificuldades, comunicar-se com o restante do país via telefone, ônibus ou trem (Foto: Arquivo Público do DF)

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Brasília, 19 de fevereiro de 1960

Produção animal – Por determinação do Ministro da Agricultura, são enviadas para Brasília 55 vacas leiteiras, que acabam de ser entregues à Fazenda-Escola do Ministério da Agricultura, em instalações nas proximidades de Brasília. Esses animais serão revendidos em prestações durante três anos, ao preço de Cr$ 21 a Cr$ 23 mil cruzeiros o exemplar. Outras remessas serão feitas dentro do programa de fomento da produção animal ali em execução pelo Ministério, através de Projeto ETA 44, com a colaboração da Novacap. Além disso, a própria Fazenda-Escola manterá, dentro em breve, 50 vacas holandesas de alta produção leiteira, para abastecimento local. Abastecimento – Pela Voz do Brasil, o Senhor Mário Meneguetti, Ministro da Agricultura, profere a seguinte exposição a respeito do abastecimento em Brasília: “Cabe hoje ao Ministério da Agricultura, pelo seu titular, dar todos os esclarecimentos sobre a situação de Brasília, no que se refere ao abastecimento normal de gêneros de primeira necessidade à população, e também dar a todos uma idéia de como irá funcionar na futura capital o Ministério da Agricultura. Devo afirmar a todos que me ouvem que a produção hortigranjeira em Brasília dá perfeitamente para abastecer à população da Nova Capital. Quanto à carne, não haverá dificuldade nenhuma. Há abundância de produção e a preços mais acessíveis que os da atual Capital. É claro que é preciso organizar um sistema de distribuição para alimentos de primeira necessidade: supermercados à disposição de pessoas que irão morar no centro da cidade, em apartamentos ou casas de vizinhança. Já estão em vésperas de serem inaugurados super-mercados, construídos pela Novacap. Há abastecimento normal para um grande número de pessoas, mas outros poderão ser instalados, provisoriamente, até que sejam construídos mais super-mercados, até 21 de abril, pois haverá armazéns em estabelecimentos comerciais e mercadinhos, onde a população poderá comprar artigos de primeira necessidade para a sua alimentação. O planejamento de Brasília, uma vez terminado, talvez seja o inicio de sistema novo no Brasil. Aliás, Brasília é, por si só, uma obra nova e universal como todos o sabem. Seu sistema de abastecimento, uma vez terminado, se constituirá de super-mercados, com função de abastecimento de núcleos populacionais no máximo de 15.000 pessoas. Quer dizer que essas 15.000 pessoas encontrarão artigos necessários para a sua subsistência perto da zona residencial, sem necessidade de transporte em ônibus ou automóvel particulares; poderão mesmo ir a pé, pois estão sendo organizados esses mercados com todas as utilidades familiares. Até lá, levará algum tempo. Talvez até o fim do ano concluiremos as medidas que vamos tomar. Eis as razões por que defendi, na última reunião do Ministério da Agricultura, a ida deste Ministério, antes do Governo Federal ser instalado; propus, e foi aceito, que antes do dia 20 ou 25 de março o Ministério deverá mudar-se para reforçar essas medidas referentes ao abastecimento normal da população. É um compromisso que tome voluntariamente e com o máximo prazer, na certeza de que poderemos contornar as dificuldades que existem. Vejo com satisfação, com todos verão, que essas dificuldades serão contornadas e resolvidas até 21 de abril. Devo dizer, também, que algumas reações, se é que existem, por parte de parlamentares e outras pessoas que são forçadas a lá se instalar, por um dispositivo constitucional (que todos devemos cumprir), não se justificam: esses parlamentares deverão ficar satisfeitos, como nós também, pois estaremos mais em contato com o povo do interior do Brasil. É um imperativo democrático que todos devemos assumir com o máximo prazer e grande satisfação. Como Ministro da Agricultura, devo dizer, estou perfeitamente tranqüilo no que se refere à questão do abastecimento indispensável para aqueles que vão habitar na Nova Capital. Ao terminar esta palestra, no espaço radiofônico que me é dado utilizar pela Voz do Brasil, devo esclarecer a opinião pública que estamos colaborando com o atual Governo da República, com o Presidente Juscelino Kubitschek, dispostos a dar o máximo de nossos esforços e nosso sacrifício para que se concretize a obra gigantesca que o Governo está realizando. É um motivo de orgulho poder colaborar com a instalação de Brasília, que é hoje uma obra universal, pertencente ao Brasil, à nossa querida pátria. Estas são as palavras terminais. Espero que todos compreendam a situação real e a importância que tem nossa mudança para o interior do Brasil”. IPASE – Mais de trezentos operários empenham-se, desde sábado último, dia 13, nos trabalhos de construção de 210 casas de residência, destinadas a funcionários públicos federais. De acordo com o contrato firmado pelo IPASE com a firma construtora, o prazo para a entrega dessas casas é de 150 dias, mas procura-se conseguir que a tarefa seja executada em tempo mais exíguo, de forma a estar cumprida até abril próximo. De acordo com informações colhidas, as residências terão dois e três dormitórios, sala, varanda, banheiro e dependências completas para empregados. Plataforma rodoviária – Iniciada em fins de dezembro de 1958, acha-se em sua fase final a construção da Plataforma Rodoviária de Brasília, obra projetada por Lucio Costa e cuja execução foi entregue pela Novacap a firma particular, selecionada por concorrência pública. A Plataforma, com 9 metros de altura, é um dos trabalhos mais arrojados deste grande canteiro de obras modernas e será uma das estações rodoviárias mais perfeitas do mundo. Nela foram gastos 160 mil sacos de cimento, 600 toneladas de aço duro para concreto e 800 toneladas de aço de outro tipo. Terá, além das instalações comuns a tais edificações, restaurante, bar, cozinha, guarda-volumes, quatro escada rolantes e três elevadores, com capacidade para 20 pessoas cada um.

Foto: Arquivo Público do DF

  Professorado – Mil e quinhentos mestres, entre especialistas nos cursos primários e secundários, se inscreveram para o concurso de seleção visando a formação dos corpos docentes que o Ministério da Educação e Cultura manterá na nova capital, através da Comissão Administrativa do Sistema Escolar de Brasília – CASEB. O número de vagas existentes é de apenas cem nesta primeira fase, devendo aumentar brevemente, quando todas as unidades escolares planejadas estiverem em pleno funcionamento. O pessoal docente que for escolhido deverá estar em Brasília no fim do próximo mês de abril, já que o ano letivo ali será iniciado no dia primeiro de maio, de acordo com recente portaria baixada pelo Ministro Clovis Salgado, regulamentando o assunto. No momento, a CASEB realiza uma série de gestões visando fornecer aos professores que forem escolhidos nas provas nos meios adequados para a transferência de suas residências para o Planalto Central.

Brasília, 22 de fevereiro de 1960

Presidente Eisenhower – Anuncia-se que no aeroporto de Brasília será construída uma estação provisória, que abrigará, além dos aviões que conduzirão os Presidentes dos Estados Unidos e do Brasil, 4 aviões dos tipos “Boeing” 207 e 727, que transportarão a comitiva do Presidente Eisenhower. Nesse local, será realizada a primeira cerimônia oficial em homenagem ao estadista norte-americano: o desfile de soldados da 6ª. Companhia sediada na cidade. Cinegrafistas de toda a parte do mundo estão chegando a Brasília para colher flagrantes da visita que o Presidente dos Estados Unidos fará à nova capital do Brasil. Serão feitos filmes em cores e em cinemascope, para exibição nas telas dos cinemas de todas as cidades da terra. Números repórteres, dos mais categorizados, já se encontram em Brasília. Televisão – Aceleram-se os trabalhos de construção da torre de televisão de Brasília. A firma incumbida da montagem vem desenvolvendo esforços no sentido de concluir a empreitada no prazo previsto. A torre, que se encontra localizada no eixo rodoviário, terá 150 metros de altura, sendo assentada numa base de cimento de 70 metros. Banco do Brasil – Em entrevista à Agencia Nacional, o senhor Ascânio de Faria, diretor da Divisão de Caça e Pesca do Ministério da Agricultura, declara que o grande lago de Brasília, que já está sendo povoado de várias espécies de peixes, destinados à alimentação da população da futura capital, vai receber, agora, mais dois mil mandis, do Rio Mogi-Guaçu, em Pirassununga, São Paulo. Quanto aos trabalhos de peixamento do grande lago, que vem sendo feito há algum tempo, declara o diretor de Caça e Pesca: - Instalamos, por conta da Novacap, sete tanques para criação de peixes, visando ao povoamento do lago que tem 176 quilômetros de perímetro. Os tanques são de 40×10 metros, ou 400 metros quadrados, e já estão peixados com as seguintes espécies: Tanques 1 e 2 – Tilápia (tilápia melanopleura), espécie herbívora que importamos do Congo Belga. Atinge, no Brasil, até 2 quilos de peso, alimentado-se de capim de planta, folhas de batata-doce, de bananeira, etc. sendo grandemente prolífera. Tanque 3 – Tucunaré (cichla ocelaris) – peso máximo de 3 quilos. Cria-se em conjunto com a tilápia, que lhe serve de alimento. É uma espécie esportiva. No tanque 4 cria-se o BlueGill, que atinge até 800 gramas (é uma espécie de pequeno porte), servindo de alimento para o Bass. Tanque 5 – Black-Bass (micropterus salmoide), espécie para águas frias, de grande porte, podendo atingir o peso recorde de 12 quilos e o peso comercial, com 2 anos, de 3 quilos. É uma espécie assalmonada, alimentando-se de Blue-Gill. Na América do Norte a produção de Bass nas fazendas, em tanques, atinge anualmente a 200 milhões de quilos, segundo estatísticas do ‘Fish and Wildlife Service’. Tanque 6 – Apaiaris (Astronetas acelatus), do Amazonas, atingindo até 1 ½ quilos. É muito saboroso. Tanque 7 – serve de repositório para os alevinos que nascem nos demais tanques. Esclarece o Diretor da D.C.P. que o plano já elaborado para daqui por diante será o seguinte: a) lançar no grande lago, em dezembro e março de cada ano, duas remessas de alevinos, na seguinte ordem: 1 – Alevinos de tilápia e Blue-Gill (peixe alimento); 2 – Alevinos das espécies nobres, de valor comercial. Os peixes-alimentos (tilápia e Blue-Gill), servirão de base para a criação do tucunaré e do Bass, embora também sirvam de alimentação para a população local. As tilápias, os tucunarés, os Blue-Gill e os apaiaris foram transportados para Brasília do Km 47 – Universidade Rural – do Posto de Piscicultura da D.C.P. - Já dispomos em Brasília de mais de 20 mil tilápias, informa finalmente o Sr. Ascanio de Faria, que serão lançadas em março, no grande lago. Deputado Abelardo Jurema – Pela Voz do Brasil, o deputado Abelardo Jurema, líder da Maioria na Câmara dos Deputados, profere a seguinte alocução sobre a mudança da Capital para Brasília em 21 de abril próximo: “Brasília constituiu uma constante em todas as nossas cartas constitucionais, desde 1891. Era assim um velho sonho a nos embalar dos primeiros dias de nossa formação republicana. A marcha para o Oeste imprimiria novos contornos à fisionomia política e econômica da Nação. Seria, sem dúvida, um reajustamento de nossas fronteiras econômicas àquelas fronteiras políticas que os nossos bandeirantes plantaram nos nossos sertões, escrevendo epopéias de sangue, de coragem, de sacrifício e de lutas épicas. Ao espírito bandeirante, superpõe-se o espírito de pioneiro que o Presidente Juscelino Kubitschek plantou na consciência brasileira. Rompendo com a rotina, sacudindo o gigante, dando todo vapor às nossas energias criadoras, o Presidente Juscelino Kubitschek desafiou o tempo, lançando-se à construção de Brasília. Há pouco mais de dois anos, lá estava o planalto virgem e a nova capital apenas numa miragem. Hoje, uma visão panorâmica, Brasília já rasga os céus com os seus edifícios e já indica ao País um novo destino. 80.000 brasileiros lá estão concluindo as obras da nova capital, desde as estradas às avenidas, dos edifícios públicos aos conjuntos residenciais, dos hospitais às escolas, das instalações elétricas aos serviços de abastecimento d’água, dos serviços telefônicos às redes de telecomunicações com o Brasil e o mundo, dos hotéis às agências bancárias, do Palácio da Alvorada ao Palácio do Congresso, do Palácio dos Despachos ao Palácio da Justiça, do grande lago às barragens para o aproveitamento hidrelétrico, do aeroporto às estações rodoviárias e ferroviárias, dos prédios comerciais aos aviários, dos cinemas aos mercados, dos clubes aos quartéis, tudo enfim que possibilite a habitabilidade para os primeiros brasileiros que de Brasília anunciarão a sua instalação oficial como Capital do Brasil em 21 de abril de 1960. Nessa tarefa gigantesca de integração nacional, os legisladores que se mantiveram coerentes com o nosso passado constitucional não falharam no seu apoio à obra empreendida pelo Presidente Juscelino Kubitschek; todas as leis foram elaboradas, todos os recursos legais concedidos. Agora o Presidente Juscelino Kubitschek anuncia à Nação que Brasília já está em condições de receber o Governo. Executivo, Judiciário e Legislativo lá estarão em 21 de abril próximo. Cumpriu o Presidente Juscelino Kubitschek a sua missão histórica, cabendo agora à Nação, ao Povo, a sua missão de trazer o futuro para o presente, dentro da conjuntura política, social, econômica e administrativa, irradiando de Brasília, em todas as direções, a ação realizadora de consolidação e expansão do que a nova capital significará para os destinos nacionais. De meta-síntese dos planos de Governo para a nossa emancipação econômica, Brasília surge como o grande passo para o amanhã sem subdesenvolvimento, sem desníveis regionais, sem conformação com o pauperismo, dentro de rumos seguros para uma sobrevivência digna como Nação abençoada por Deus, engrandecida pelo povo brasileiro.”  

O empenho para povoar de peixes o enorme lago artificial, que tem 176 quilômetros de perímetro, demanda a construção de grandes aquários e criação de diversas espécies do animal. A depender do trabalho do Ministério da Agricultura, ainda mais tilápias, tucunarés e apaiaris deverão, em breve, bater barbatanas nas límpidas águas do Paranoá (Foto: Arquivo Público do DF)