BICICLETA PRA BRASILIA DO CERRADO

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BICICLETA PRA BRASILIA DO CERRADO

Na praça a trança
Voa no vento quente do Cerrado
Seco do Planalto de Brasília
Praças grandes traziam armadas amar aradas
Flores amaralindas
Folhas amarlindadas
Alguns beija-flores são azuis, brilhantes delicados
Aveludadas flores cachos casas rosas amareladas casas
Terra traço e grafite brilho e sol
Chapéus botas d’águas longe das catedrais
Praça porque pára praça porque pára parque
Cidades sitiadas armadas amarradas
Via bicicleta não precisa ser atleta.
 
Fabiane Prado Silveira, ou Bic Prado, poetisa brasiliense.
Poema transcrito do livro “Poemas de um livro verde”, coleção OiPoema

 


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