Asas

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Asas

Brasília:
o chão a refletir o sol a clarear o céu
Esse vazio me enche.
 
Brasília:
o céu a refletir o chão a clarear o sol
Esse vazio me prende.
 
Brasília:
o sol a refletir o céu a clarear o chão
Esse vazio de chão.
 
Brasília:
o chão, o sol, o céu…
Esse vazio na gente.
 
Brasília:
por entre as quadras do grande pássaro
pulsam-me asas
Asas.
 
Sids Oliveira, poeta brasiliense
Poema transcrito do livro “Fincapé”, Coletivo de Poetas, Thesaurus Editora

 


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