Ao oeste chegamos

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Ao oeste chegamos
 
Ao oeste chegamos
vindos de muito além.
Lá onde suspiramos:
– O oeste quando vem?
 
Do setentrião, o oeste
era o mesmo que se via
do sul; visto do agreste,
da caatinga, da fria
 
solidão das coxilhas,
das montanhas centrais,
do silêncio das ilhas,
dos pampas, dos gerais,
 
sempre era o mesmo e puro
– de pureza agressiva –
apontando o futuro
a toda a grei nativa.
 
Alphonsus de Guimaraens Filho, poeta mineiro, natural de Mariana.
"Poemas para Brasília", de Joanyr de Oliveira

 


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