A garça II

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A garça II
 
 
Eis que a garça
                        pára
            e, assim,
            fixa,
            é flor do cerrado.
Tomada de susto,
                         abre asas,
            é flor que voa
            assim como a flor
            é a garça
            fixa
            no chão.
 
 
Vem, me diz,
                      não és
            garça e flor?
Assim,
 
                          fixa,
            no cerrado de meus olhos,
            não expandes
            a fixidez do teu olhar
            – infinito e horizonte –
            e
 
                       quando
            teus cabelos voam,
            qual a asa de garça
                       – graciosa –
            não és
flor que voa?
 
Ronaldo Costa Fernandes, poeta maranhense, natural de São Luís do Maranhão.
"Poemas para Brasília", de Joanyr de Oliveira.

 


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