A Cidade da Paz

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A Cidade da Paz
 
A cidade brotou de palmas iluminadas,
de dedos mágicos, translúcidos.
 
Das luzes de Lúcio e Oscar,
do febril sangue de candangos.
 
Ela mantém em eixos e quadras
antigas ressonâncias, enraizando-se
 
e a bailar resplendores
nos alpendres das nuvens.
 
Sonhos consumados cantam
no concreto e no abstrato.
 
Alguns séculos repercutem
em nossos ombros e frontes.
 
Viver no coração desta cidade
é estender a paz nas próprias artérias.
 
Viver no coração desta cidade
é flutuar na singularidade de um mundo.
 
Joanyr de Oliveira, poeta mineiro, nasceu em Aimorés.
Reproduzido da antologia "Deste Planalto Central: Poetas de Brasília", de Salomão Sousa.

 


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